As percepções da arte a partir do feminismo
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As percepções da arte a partir do feminismo

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Seminário Arte, Feminismos e Emancipação | Foto: Nicolas Chidem


Com o propósito de ativar um espaço de conhecimento sobre agendas urgentes em torno do gênero feminino, a Feira do Livro de Porto Alegre realizou em sua programação o seminário “Arte, Feminismos e Emancipação”, durante o dia 6 de novembro. O evento ocorreu em três sessões promovidas em parceria com a Fundação Bienal do Mercosul, na Biblioteca do Clube do Comércio.

A sessão intitulada “Poéticas do corpo. Arte, ativismo e performance”, iniciada às 13h30min, reuniu as convidadas Alice Porto, artista visual, e Julha Franz, artista sensorial, com coordenação da Professora Carmen Lucia Capra. Andreia Giunta, curadora e historiadora da arte, também integrou a ação.

Durante o seminário, Alice apresentou o trabalho que iniciou em 2015, chamado Marcha dos Vadios. A iniciativa partiu de uma investigação de fotografias registradas no movimento Marcha das Vadias, realizado em território nacional, onde muitos homens usaram placas e seus próprios corpos para se manifestarem ao lado das mulheres. “Me interessou pensar qual é o papel que os homens vem desempenhando nesse grande texto que se desenha nas ruas em relação ao ativismo feminino”, salientou.

Em seguida, Julha abriu sua fala explicando o trabalho que desenvolve como artista e também como diretora artística de drag queens no bar Workroom, em Porto Alegre. Para ela, é fácil enxergar como a sociedade dificulta o papel da mulher em todos os meios sociais, principalmente na arte. “Nas questões de cultura visual, é muito perceptível a invisibilidade do trabalho das mulheres e a visibilidade dos seus corpos, de uma maneira que os homens querem mostrar. Essas imagens ficam na nossa cabeça e formam os nossos estereótipos”, reforça.

O seminário ainda trouxe programações sobre políticas do conhecimento, reconfiguração do conceito de arte e performances artísticas.

Texto Rafaela Trajano/Acadêmica de Jornalismo da FADERGS


Foto Nicolas Chidem/Acadêmico de Jornalismo da PUCRS