O tilintar do sino hoje não é mais ouvido. A Feira do Livro começa e termina em silêncio e saudade. Há três anos, José Júlio La Porta, conhecido como o xerife do, parou de tocar a característica sineta que abri as atividades do evento. Ele faleceu em outubro de 2013 devido a complicações do Alzheimer. Mas seu legado, 40 anos depois continua emocionando os expositores.
Foi em 1976 que La Porta assumiu o título de xerife. Pessoa próxima de La Porta, a patrona da Feira do Livro desse ano se emociona ao lembrar dele: “Homem que deu a vida pela Feira e pelos livros”. Os expositores também lembram com muito carinho do Xerife e da presença especial que ele representou. Jussara Martins conta que conta a rotina dele durante as exposições, chegava de manhã e conversava com todos, oferecendo ajuda para quem precisasse. “Sinto falta da presença dele em tudo, ele era muito alegre, relata a livreira.
Segundo ela, no ano em que Lá Porta faleceu foram confeccionados sinos de porcelana e distribuídos para os expositores. Em 2014, uma estátua em formato de sino foi construída no canteiro central da rua dos Andradas em sua homenagem.
No próximo domingo, o silêncio volta a tomar conta da Praça da Alfândega. Os livros vão embora temporariamente, mas a tradição permanece. Porque mesmo que alguns tenham que partir, deixam o legado que continuará por décadas emocionando gerações.
Texto e foto: Eduarda Oliveira/ PUCRS
