Oficina de Jornalismo

‘Perigo na Esquina’, novo livro de Tailor Diniz mistura crime e regionalismo

Sessão de autógrafos foi movimentada na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre

Mais recente lançamento de Taylor Diniz marcou presença na Feira do Livro de Porto Alegre
Mais recente lançamento de Taylor Diniz marcou presença na Feira do Livro de Porto Alegre Foto : Liz Cardoso/ Especial / CP

Por Liz Cardoso*

Criado a partir de uma ideia baseada em detetives, crimes, Porto Alegre e o bairro Floresta, o novo livro de Tailor Diniz atraiu muitas pessoas para a sessão de autógrafos na 71ª Feira do Livro. Com 70 anos e uma experiência composta por literatura e roteirização, Diniz se mantém nas prateleiras daqueles que gostam de histórias de mistério e criminologia.

Acostumado a criar personagens que resolvem crimes, Diniz sabia que, além da investigação, sua nova história teria que se passar na capital do Rio Grande do Sul, mais especificamente, no bairro Floresta. “O bairro Floresta, que tem uma vida diurna bem diferente da vida noturna e que considero um cenário muito apropriado, é muito bonito para a literatura e o cinema”. Em menos de uma semana de estreia, o livro já é um sucesso e, para o escritor, o seu enredo mais bem acabado.

O interesse do autor por esse gênero de ficção surgiu com o seu consumo de radionovelas durante sua adolescência. De acordo com ele, o suspense entre cada capítulo o instigava ao ponto de, inconscientemente, moldar a sua preferência literária. “Foi nessa coisa de radionovela que se formou em mim essa ideia que tem que haver um suspense, uma narrativa que chame a atenção do leitor”, afirma.

Sendo formado em Jornalismo, Tailor acredita que sua agilidade com a escrita tenha surgido através da sua formação acadêmica. Porém, de outras formas, ela também o prejudicou. Ele cita a dificuldade em migrar de textos mais informativos e diretos para textos com mais apelo ficcional na escrita dos seus primeiros livros.

Durante a experiência de mais uma sessão de autógrafos, Tailor destaca que, cada vez mais, aparecem novos leitores querendo conhecer mais sobre o seu trabalho. “Um termômetro fundamental para um escritor é, na sua fila de autógrafos, não estarem só os amigos, mas sim ter mais desconhecidos do que conhecidos”, destaca.

Por fim, ele salienta a importância da leitura para aqueles que desejam seguir uma carreira no mundo literário. “A melhor oficina de criação literária é a leitura”, finaliza.

*Supervisão Mauren Xavier