Oficina de Jornalismo

Uma feira inclusiva e acessível

A 70ª Feira do Livro recebe o projeto Vivendo Atipicamente e trabalhos voltados para pessoas com necessidades especiais.

Estação da Acessibilidade, localizado no centro da Feira, ao lado do guichê de informações
Estação da Acessibilidade, localizado no centro da Feira, ao lado do guichê de informações Foto : Humberto Simões / Especial / CP

Por Humberto Simões* (Uniritter)

Dentre as 72 bancas presentes na Feira encontra-se a de Soraia Salib, bacharel em Hotelaria e mãe atípica de três filhos autistas com nível 3 de suporte. Ao lado de seu marido, o ilustrador Alexandre Soares, ela resolveu dar asas à imaginação em 2022. Naquele ano, iniciaram o projeto Vivendo Atipicamente, que, segundo ela, “é um projeto de livros ilustrados que visa propagar a conscientização sobre o autismo.”

O livro conta com duas edições. Na primeira, que leva o nome do projeto, como explica Soraia, “o autismo é contado de maneira única, suave e verdadeira”. A obra aborda os sintomas e explica a condição, ajudando o leitor a entender o que é o autismo. Na segunda edição, a história trata da descoberta do Transtorno do Espectro Autista (TEA), levando os leitores a compreenderem as situações vividas por uma família atípica. O trabalho do casal pode ser conferido no estande da Estação da Acessibilidade, localizado no centro da Feira, ao lado do guichê de informações.

Seguindo pelo mesmo corredor, encontra-se a Secretaria Municipal de Educação (Smed), onde ocorreu a apresentação do neurocientista Guilherme Nogueira, cujo tema foi inclusão e educação. A coordenadora de bibliotecas escolares, Débora Sequeira, relata que os alunos realizaram apresentações de trabalhos, que podem ser conferidos durante a Feira do Livro.

* Estudante participante da Oficina de Jornalismo do Correio do Povo, Rádio Guaíba e Record Guaíba, com patrocínio da Corsan.