
Por Juarez Gonçalves Borges
"Acho que o ano era 1979, mas não tenho certeza. Bento Freitas lotado para o grande jogo Brasil x Grêmio. Jogo pegado, no intervalo, "do nada" estoura uma confusão bem no meio da torcida - aonde ficava a charanga. Parecia um pingo batendo numa superfície de água calma...e a onda começou a se expandir. Eu e meu irmão Denoir estávamos no lugar de sempre, mais ou menos na altura do "placar", e ficamos vendo aquela onda humana crescendo, o barulho aumentando....e vindo em nossa direção. Só nos ocorreu nos abraçarmos um ao outro e aguentarmos o tranco da massa correndo. Alguns segundos depois, a onda passou e nós estávamos abraçados, assustados e tínhamos sido levados pela massa uns dez/quinze metros de onde estávamos anteriormente. Baita susto! Mal nos recompomos e, bang, novo estouro, não tão forte, mas igualmente assustador. Agora, o mais surpreendente e engraçado, se é que se pode dizer isso, foi quando olhei e vi o alambrado caído...com um homem preso na tela. Um brigadiano foi ajudar o homem a sair dali. O cidadão estendeu a mão, o brigadiano puxou o vivente e ele saiu com uma perna na mão....lá se foi o brigadiano pro chão!! Que baita susto! Mas era somente a prótese que ele havia soltado para sair daquela situação. O jogo terminou zero a zero!"
