
Charge do Tacho - planetacho.blogspot.com.br
A história política brasileira parece não ter mais limites em sua criatividade e se supera em surpresas- negativas, claro. Ontem, as gargalhadas do dia (porque só pode ser piada!, embora dê até vontade de chorar, ou algo pior) ficaram por conta da carta que o presidente Michel Temer enviou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele quer celeridade na lava-jato. Não devia, ao contrário, querer é que ela fosse cada vez mais fundo e desmascarasse a podridão na político brasileira?
Não, cara pálida. Ele não quer isto. Nem ele, nem o partido dele, nem o PT, nem os aliados de ambos nestes últimos tempos.
Que tristeza, hein, Brasil!
Agora, a pior parte foi quando se referiu à crise econômica e política nacional e as tentativas do governo de resolvê-la, que acabam "afetadas" pela divulgação das delações premiadas.
É o tipo do caso que, mesmo para um medíocre entendedor, as palavras bastam.
Vamos resumir o recado de Temer segundo o que compreendeu o pobre povo brasileiro:
- Ô, Janot! A gente quer ferrar esse povão e vocês não deixam a gente trabalhar. Olha só, não está fácil, a gente monta tudo pra eles pagarem a conta, a gente quer que eles peguem no pesado até morrer. É, pra gente seguir na mordomia, senão que graça tem? Não dá pra romper quinhentos anos de tradição de classes assim. Daí já viu, os caras aí na rua, esse povinho chato já está louco pra nos esgoelar... E vocês ainda deixam vazar que somos desonestos? Pô, como a gente vai ferrar com eles em paz, cara? Queremos dar a paulada e fazer pose de bom moço, igual nos tempos da colônia!
É... Lembrei de um sujeito que, certa vez, defendeu o direito do ladrão roubar como "ofício".
Brasil, deitar em berço esplêndido nesta cama de faquir tá complicado, hein?
Só falta os documentos do Inter serem mesmo falsos. Aí vamos chorar em mandarim.
