Oscar Bessi

Choque!

1° Batalhão de Polícia de Choque completou 62 anos nesta sexta-feira

O 1° Batalhão de Polícia de Choque completou 62 anos nesta sexta-feira, numa belíssima solenidade repleta de autoridades, personalidades, amigos e familiares de seus atuais integrantes, além de personagens históricos do front que foram fundamentais nesta longa construção. O 1° Batalhão de Choque, que por um bom capítulo da história foi o único especializado a atender todo o Estado, não só é um marco de evolução nas estratégias de segurança pública no país, como se tornou referencial de modernização e excelência para a América Latina. Nos últimos tempos, a paz nos estádios de futebol do RS, mesmo que tenhamos uma das maiores rivalidades futebolísticas do mundo, tem sido o maior exemplo de trabalho bem feito de prevenção e ação cidadã. E ela nasce – como sempre frisa o Tenente-coronel Rodrigo Betat Machado, atual comandante da unidade que aniversaria – no planejamento integrado, no diálogo, na valorização da inteligência, da antecipação e da pronta e eficiente intervenção sempre que necessária. Nossa tropa de elite dá aula de combate em prol da paz e a cidadania gaúcha comemora, como a grande beneficiada neste processo. Orgulho para nós todos.

O 1° Batalhão de Choque, que por um bom capítulo da história foi o único especializado a atender todo o Estado, não só é um marco de evolução nas estratégias de segurança pública no país, como se tornou referencial de modernização e excelência para a América Latina.

HOMENAGEM

O Comando do 1° BPChq surpreendeu este colunista, agraciando-nos com a comenda da unidade no aniversário do Choque. A homenagem foi entregue na solenidade desta sexta. Gentil como sempre, e humilde mesmo perante os magníficos resultados de sua gestão, o Comandante Betat salientou a parceria deste colunista com o seu batalhão. Uma honra imensa e uma emoção que ficarão eternamente na alma deste humilde colunista e veterano da lida policial.

Também foram agraciados com a comenda o talentosíssimo jornalista Marcel Horowitz, da Rádio Guaíba, com trajetória também aqui no Correio do Povo, e a apresentadora Vanessa Pires, da Record Guaíba.

TORCIDA

Falando em paz nos estádios, o Batalhão do Choque, numa acertada decisão estratégica, restringiu a entrada de instrumentos de uma torcida organizada no estádio, acima de tudo para evitar conflitos até então notórios. Uma ação estudada por quem entende de comportamento coletivo e gestão de riscos e lida com suas trágicas consequências. Porém, uma liminar desautorizou a decisão policial, mesmo que com parecer totalmente favorável do Ministério Público à decisão da Brigada Militar, e permitiu a entrada dos instrumentos. Bom, agora, com o perdão do trocadilho, é ficar na torcida para que não volte tudo ao que antes era em termos de agressões e confusões. Infelizmente, no nosso país ainda não se consegue pautar todas as decisões públicas pela técnica e pela lógica. E as tragédias sempre voltam a acontecer.

LITERATURA POLICIAL – 6

A coluna em que citei o livro do Nei Lisboa me fez receber algumas mensagens surpresas (leitores mais jovens) e satisfeitas ou saudosas (galera da minha geração). Pois então vou dar mais uma provocada de qualidade, nesta mistura literomusical que sempre dá certo, como diz meu amigo Frank Jorge. Pela Sulina, em 2010, Carlos Gerbase publicou “Todos morrem no fim”, um baita romance policial. Duas tramas correm em paralelo e o enlace é surpreendente. Um dos ícones da banda Replicantes, ele prende o leitor com mistério, política, história, trama, suspense e algum erotismo. Um livro instigante, inteligente, delicioso de ler. Claro que num espaço curto tenho que ser objetivo, mas é obra que dá um Caderno de Sábado inteiro (Gonzaga vai me matar!). E eu só coloco aqui livros que fazem a diferença, que valem a leitura, que são literatura da boa! Por isso Nei, Gerbase e seus livraços estão na coluna.