Oscar Bessi

Desarmamento não vale para bandido

Outra operação da polícia gaúcha e novo arsenal é apreendido. Nesta quinta, 19 de maio, foi a Operação Rose, da Polícia Civil, que aconteceu em Novo Hamburgo e foi noticiada em primeira mão aqui no portal do Correio do Povo (clique para ler). E lá está um fuzil na mão dos traficantes. Só mais um.

Impressiona o número crescente de armas de fogo nas mãos desses bandidos. Há poucos dias, a guerra de Porto Alegre mostrou o poder de fogo de apenas duas facções, das diversas existentes, que se acomodam no cotidiano do crime e se divertem matando cidadãos inocentes, policiais e rivais de suas áreas de atuação ou ramos de negócios. Até o final nos anos 90 e início do novo milênio, isto era bem raro de acontecer. Podem perguntar aos policiais da antiga.

Há estudos que apontam que, se não fosse o Estatuto do Desarmamento, a coisa estaria bem pior: teríamos no mínimo uns 200 mil brasileiros a mais assassinados de 2003 pra cá, sendo que a grande maioria dessas vítimas seria jovens e adolescentes. De fato, alguns índices até melhoraram. Mas os homicídios não: estão em alta no país, mesmo depois da lei.

Agora, por que essas armas estão cada vez mais acessíveis aos bandidos? Dos traficantes e assaltantes de banco bem armados e com poder de fogo digno de guerrilheiros, aos adolescentes que nos assaltam para comprar drogas ou levar nosso carro às garras da Robauto. Todos armados. Todos a fim de matar.

Então só se chega a uma conclusão: há algo bem errado aí. E o estatuto do desarmamento está virando apenas mais uma grande piada nacional. Entre tantas outras.