Leitura, humanização e qualidade de vida
(coluna da edição impressa de sábado, 06/08)
Palavrinhas chaves nestes dias difíceis. Em tempos de violência banalizada e descontroles múltiplos, péssimos exemplos e inversões de valores esquizofrênicas, intolerâncias e superficialidade idolatrada, falar sobre humanização e qualidade de vida parece ser questão de urgência. Um pedido de socorro social e coletivo. O contexto vai mal. Índices e notícias alarmam. A esperança é uma maioria de belíssimos seres humanos, vibrantes, cheios de vontade de tornar o mundo melhor semeando boas ações por aí. E fazem toda a diferença. Pode parecer até que são poucos, mas não. É que uns agem, arriscam, ousam. Outros ainda só assistem. Pena. A hora é de arregaçar as mangas e somar.
Na nossa histórica Santo Antônio da Patrulha, há um belo elenco de gente maravilhosa, disposta a trabalhar por dias de mais paz, alegria e fraternidade entre os nossos. E eu os conheci nesta semana, às vésperas da 6º Feira do Livro municipal. Feira que se inicia em 10 de agosto, quarta, com o Painel que está no título desta coluna - Leitura, Humanização e Qualidade de Vida, onde estaremos eu, o Dr. Fernando Lucchese, a Patrona da Feira, Solange Antunes Grandini, e a Professora Rosalva Rocha como mediadora – e vai até domingo, 14. Aliás, o pessoal de Santo Antônio me aprontou uma: a organização do evento pegou estrada e foi até minha Montenegro apenas para entregar, pessoalmente, um convite muito especial. Ao lado do Dr. Lucchese, este humilde colunista será um dos dois escritores homenageados pela Feira. As simpaticíssimas Angelita Borges Cardoso e Enaide Suzana dos Santos, da Secretaria de Educação, além da patrona, conseguiram deixar este que vos escreve bem bobo de faceiro. Ainda mais quando disseram que a homenagem se dá justamente por esta bandeira de humanização pela leitura, que defendo com unhas e letras. A minha meia dúzia de leitores aqui que o diga. Acredito, insisto e sigo na luta!
Sempre é bom lembrar, Santo Antônio da Patrulha é umas das quatro “cidades-mãe” do Rio Grande do Sul, com mais de dois séculos de história. E a terra da rapadura e do sonho tem um belo time de escritores, Grêmio Literário atuante e muitas atividades de humanização e incentivo à leitura para os seus. Que maravilha! A patrona, Solange Grandini, é conhecida por sua obra poética – além de sua alegria e disposição contagiantes - e nesta feira aprontou uma novidade para seus leitores: lançará um livro de contos, “Nuances da Vida”. É uma das diversas sessões de autógrafos previstas para sábado. Já estou na fila para garantir o meu exemplar. O evento no Parque Caetano Tedesco é sucesso garantido e será uma honra estar ao lado de tanta gente bacana. Vamos lá. Vamos ler, debater e humanizar. Precisamos!
