Eu quero pena de morte para a morte. Não para a morte natural, esta senhora que nos visita a certa altura da vida porque é de seu papel nos visitar, e está combinado desde que chegamos então não há como fugir, eis que nalgumas vezes ela traz consigo um certo alívio, noutros até alegria. Não. Falo de outras mortes. Eu não quero pena de morte para seres humanos, mesmo os mais desumanos, nem para ser algum. Não quero pena de morte para as águas, ou para o verde, ou para que é natural e tantos matam sem pudor, a todo instante, em troca do efêmero, o natural pisoteado covardemente e que ainda deslumbra minhas lembranças, brilha no olhar juvenil de meus filhos. Eu quero pena de morte para a morte do sonho. Da esperança. Do amor plural e da liberdade absoluta. Eu quero que executem o egoísmo e preconceito, sem recurso, que pendurem no patíbulo toda mentira e repousem para sempre em qualquer cadeira elétrica a a exclusão e a sua irmã, a tal má vaidade. A boa, deixa lá. Eu quero a força do que é leve e bom. Quero poder querer sem querer poder algum. Sim, pena de morte para as mortes que roubam a alma de nossos gestos. E prisão perpétua, com todo conforto, para vida, a vida diversa e única, dentro dos nossos corações.
Eu quero pena de morte
Eu quero pena de morte para a morte. Não para a morte natural, esta senhora que nos visita a certa altura da vida porque é de seu papel nos visitar, e está combinado desde que chegamos então não há como fugir, eis que nalgumas vezes ela traz consigo um certo alívio, noutros até alegria. Não. Falo de outras mortes. Eu não quero pena de morte para seres humanos, mesmo os mais desumanos, nem para ser algum. Não quero pena de morte para as águas, ou para o verde, ou para que é natural e tantos matam sem pudor, a todo instante, em troca do efêmero, o natural pisoteado covardemente e que ainda deslumbra minhas lembranças, brilha no olhar juvenil de meus filhos. Eu quero pena de morte para a morte do sonho. Da esperança. Do amor plural e da liberdade absoluta. Eu quero que executem o egoísmo e preconceito, sem recurso, que pendurem no patíbulo toda mentira e repousem para sempre em qualquer cadeira elétrica a a exclusão e a sua irmã, a tal má vaidade. A boa, deixa lá. Eu quero a força do que é leve e bom. Quero poder querer sem querer poder algum. Sim, pena de morte para as mortes que roubam a alma de nossos gestos. E prisão perpétua, com todo conforto, para vida, a vida diversa e única, dentro dos nossos corações.
