Oscar Bessi

Massot: comandante, professor e visionário

Comandante por vocação, professor por convicção e visionário por reconhecer na educação o caminho para o aperfeiçoamento humano e profissional, Massot deixou um legado que permanece vivo em cada policial militar formado sob esses princípios.

Em outubro celebramos o nascimento do Coronel Afonso Emílio Massot, patrono da Brigada Militar. E celebrar este ícone gaúcho é reverenciar a história, a coragem e a visão de futuro da Brigada Militar. Patrono da instituição e mais longevo Comandante-geral da história de quase dois séculos da BM, Massot compreendeu, muito antes de seu tempo, que a força de uma organização policial não se constrói apenas com disciplina e autoridade, mas, sobretudo, com conhecimento, preparo e valores. Ao criar, em 1916, o embrião do ensino institucional, lançou as bases de uma formação profissional que atravessaria gerações, contribuindo decisivamente para a evolução da Corporação. Comandante por vocação, professor por convicção e visionário por reconhecer na educação o caminho para o aperfeiçoamento humano e profissional, deixou um legado que permanece vivo em cada policial militar formado sob esses princípios. Hoje, quando a Brigada Militar se destaca entre as forças policiais expoentes da América do Sul, quando celebramos o elevado número de cursos de formação, qualificação específica e aperfeiçoamento oferecidos para que os policiais militares entreguem um trabalho de excelência aos gaúchos, é justo reconhecer que sua grandeza também se alicerça na visão daqueles que souberam preparar o futuro. Mais do que uma homenagem a um homem, a data é um convite à preservação de seu legado e à renovação do compromisso com uma polícia cada vez mais preparada, humana e comprometida com a sociedade.

Livro sobre Massot - contribuições

Aceitei um convite gentil da ESBM e fundamentalmente do meu querido amigo Diogo Franco – oficial superior da mais alta categoria da BM, como profissional, educador e ser humano – para escrever um livro sobre o patrono da Brigada Militar. Mergulhado em pesquisas, estou formatando o texto, cujo compromisso maior é fazer jus à grandeza deste personagem histórico e ao momento ímpar em que ele, como visionário, sacramentou o que se tornaria uma história institucional sólida e inigualável. Todos os leitores que tiverem algum material sobre o patrono da BM, podem ficar à vontade para enviarem ao e-mail da coluna e participarem da construção desta obra.

Literatura policial – 12

Luís Dill foi eleito o mais novo integrante da Academia Rio-grandense de Letras. Comemorei como amigo e, antes de tudo, leitor deste grande nome da literatura brasileira que é o Dill. Eu sou fã da sua escrita, instigante, objetiva, sempre oportuna. Ele vai ocupar a Cadeira 24, cujo patrono é Zeferino Brasil. Aos leitores, que tem apreciado minhas indicações de leitura e me enviado até fotos dos livros que compraram, digo: Dill é ótimo para você, leitor adulto, e é ótimo para a garotada da sua família. Busque a página do autor e suas redes sociais, pois eu seria injusto ao tentar indicar um entre os mais de 70 livros publicados por ele. Porém, confesso que “Tocata e Fuga”, “Safari” e os recentes “Batom” e “A datilógrafa” são meus preferidos. Para a gurizada, o inquietante e muito atual “Castigo” é uma boa pedida para refletirmos sobre injustiça, desigualdade, mundo conectado e toda essa realidade que cerca nossos filhos. A ARL cada vez mais qualificada - e agora, ainda mais, contando com Luís Dill, imortal!