Eu acredito que sim.
Mas sei que ele deixou de adotar essa postura em razão de todos aqueles que, de maneira imediatista, sem compreensão de todo o risco que se corre e de toda a complexidade que é um cenário de uma abordagem, de uma ação policial, julgam e condenam um Policial Militar, uma Instituição.
A Brigadiana e o Brigadiano, esses profissionais que diariamente colocam suas vidas em risco pela de terceiros, e o fazem com uma tremenda responsabilidade e coragem, têm que analisar e decidir em segundos quando estão em um cenário complexo, contrário.
O PM se preocupa com a vida e a integridade de terceiros.
O PM se preocupa que seu ato se revista de toda a legalidade.
O PM se preocupa em aguardar o momento certo para agir – se o momento certo chegar e ele tiver tempo de agir.
O PM se preocupa em não ser julgado e condenado por um punhado de “especialistas” e de formadores de opinião.
O PM se preocupa que, se errar, sim, ele será condenado.
O PM se preocupa.
Neste cenário, ele perdeu.
Perdeu, mais uma vez, uma família.
Perdeu, mais uma vez, a Instituição.
Perdemos todos nós, pessoas do bem!!
Ganhou a IMPUNIDADE, causa maior do crime alimentado pelas drogas. Certamente aqueles meliantes têm imensa ficha criminal.
Ganhou também a HIPOCRISIA ao NÃO acreditarmos, muitos de nós, que um Policial Militar é muito mais bravo e valoroso do que qualquer herói. E muito mais digno e honrado do que qualquer um dos que o costumam, de pronto, condenar.
Com estes, o PM se preocupa também.
Talvez tenha sido este seu maior erro."
Coronel Alfeu Freitas Moreira
Comandante-geral da Brigada Militar
