O instituto Pró-Livro divulgou a a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", 4ª edição. Embora alguns pífios resultados que possam, aos mais otimistas, gerar esperanças, há diagnósticos ainda terríveis para um país que precisa tanto de uma política forte e determinada de humanização. Afinal os dias de violência parecem não ter fim, os índices de medo e terror que afligem o cotidiano do brasileiro avançam de forma assustadora e há um clima de caos no ar. E, por parte de gestores públicos e dos poderes constituídos, apenas discursos pífios e distantes da realidade, sem qualquer ação concreta que objetive a reversão deste quadro.
Literatura humaniza. Há uma infinidade de estudos e pesquisas no mundo que comprovam isto. Aqui ao lado, na América do Sul, temos a Colômbia com seus exemplos de aposta nas políticas públicas do livro, leitura e literatura como um dos tripés fundamentais de humanização e enfrentamento às drogas e à violência. Educação. Cultura. Ou tudo, fora disto, será nada além de uma guerra suja a fratricida, patrocinada por máfias tão gananciosas quanto a dos cartéis do narcotráfico. Sim, falamos de gestores públicos e suas associações de beneficiados do poder. O povo não está entre eles, infelizmente. Nunca esteve.
Uma pena que ainda se perceba que o perfil do não leitor é o padrão de sempre: jovem, pobre e de pouca escolaridade. Ou seja, não há política pública que tenha gerado resultados positivos. Então há muito, mas muito mesmo, a se fazer. A pergunta é: haverá vontade?
Leia mais alguns comentários e o link para baixar a pesquisa na íntegra no meu site: http://oscarbessi.com.br/
