Falando em telefone, dia desses ainda lia sobre o imbróglio ressuscitado pelo Congresso Americano e o parlamento canadense, em 2002, e que ainda dá o que falar na comunidade científica e entre os amantes da História. A invenção do telefone. Eles reconheceram que o invento não é de Graham Bell, mas sim do italiano Antonio Santi Meucci (inventor, dentre outras coisas, do refri, e do molho pronto para cozinheiros mais preguiçosos feito eu). Por acaso, ao pesquisar os efeitos das descargas elétricas no corpo humano, ele descobriu que dava para transmitir sons por meio de cabos telegráficos. Chamou isto de “telégrafo falante”. Em 1854, aprimorou sua criação e desenvolveu um sistema que permitia a sua mulher enferma se comunicar, de casa, com ele, que trabalhava num edifício vizinho. Era o primeiro sistema telefônico do mundo, que Meucci chamou de “teletrofono”.
Resumindo. Sem grana para patentear seu registro, o italiano teve que correr atrás na justiça, quando Bell registrou o invento. O escocês, aliás, foi processado também pelo engenheiro Elisha Gray. Aí vem uma lambança de supostas pressões para que o processo jamais fosse julgado, da Western Union, empresa de comunicação telegráfica americana que recebeu equipamentos e informações sobre o invento do imigrante italiano, mas nunca deu retorno algum. Porém, mais tarde, acertou com Bell para receber 20% de todos os lucros do invento agora patenteado.
Inventado por Meucci, Bell ou Gray, o fato é que a chegada do celular e seus derivados tecológicos transformou o telefone em tudo. Até em telefone. Menos o meu, claro. Que insiste em não falar. Alguém sabe se ainda encontro um teletrofono por aí?
