Oficina literária em Montenegro
Peço permissão aos leitores do CP para não falar, hoje, de crimes. Ou de injustiças. Nem de governos incompetentes. Esses assuntos podem ficar para amanhã, e depois de amanhã, e depois de depois de amanhã. Eles estão na pauta das nossas aflições a todos instante.
Hoje é mais um daqueles dias especais na minha vida. Numa promoção do SESC/RS - ah, pai do céu, o que seria deste país se não fosse o SESC a levar cultura, arte, literatura, esporte e lazer aos quatro cantos de nosso vilipendiado e continental Brasil? -, na pessoa do sempre incrível agitadora cultural e escritor Mateus Araújo, e da Organização da 14ª Feira do Livro de Montenegro, inicio mais uma oficina literária. Não é a primeira. Mas esta, confesso, tem uns diferenciais maravilhosos.
Em primeiro lugar, porque falaremos sobre narrativa. É a literatura que eu amo, estudo e um dia, se Deus quiser e eu continuar insistindo, conseguirei produzir no mesmo nível das coisas boas que gosto tanto de ler.
Em segundo lugar - e que poderia ser primeiro, mas não estou colocando numa ordem hierárquica, apenas escrevendo como a felicidade me determina -, porque teremos a participação do Mestre Paulo Tedesco, consultor editorial, editor e escritor, um cara de conhecimento fantástico, uma das maiores autoridades sobre o assunto "mercado literário" na América Latina. Ele é colunista do PublishNews e já trabalhou inclusive no mercado norte-americano, o maior do mundo. Quem ainda não assistiu uma palestra ou não fez um curso com esse cara, recomendo. Mudei minha visão sobre a produção literária depois de um curso com ele.
E acima de tudo porque é na minha cidade. Onde moro desde os nove anos, com um intervalo profissional de uma década e meia rodando por aí, onde li meus primeiros livros e rabisquei minhas primeiras historietas (achando que ia pegar menina na escola), onde descobri a magia da literatura e vi um escritor de perto pela primeira vez. Em Montenegro, na Estação da Cultura.
E com uma turma recorde de 40 alunos!
Todos amigos, parceiros, apaixonados. Uma oficina literária, num sábado à tarde, reunir 40 pessoas é um feito. E tem gente renomada, premiadíssima e traduzida em várias línguas no exterior, como a escritora Carina Luft - que, aliás, vai me passar o patronato da Feira de Montenegro em maio, na praça - e iniciantes ainda adolescentes, loucos para embarcarem na aventura de escrever, criar, contar belas histórias.
Sim. Depois de uma noite de trabalho atrás de bandidos, isto me fará bem feliz!
