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Respeito e equilíbrio, pra hoje!

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Minha tensão hoje não é por saber quem vencerá. Eu temo, hoje, é pela paz.

A democracia é rica em momentos decisivos. Que, bem verdade, pouco tempo depois acabam mostrando que nem foram tão decisivos assim, que na essência nada mudou e quem não tinha direito à fatia do bolo segue, infelizmente, sem direito à fatia do bolo.

Esta eleição de 2018, porém, traz um viés todo especial. Principalmente a disputa presidencial. A intolerância e a agressividade tomaram conta do cenário. E mesmo autoridades públicas, que lidam com a mediação ou resolução de conflitos, tomaram partido e se posicionaram de forma agressiva ou debochada publicamente. Temerário! A lisura do processo pode ser questionada por ambas as partes, mesmos nas ações legítimas e legais. Pois, nesta triste confusão, não se distingue o que é motivado pelo dever funcional ou pela paixão partidária.

Vamos a um exemplo para que possamos entender. Grêmio x River terão jogo decisivo pela Libertadores. Então, em nome da liberdade de expressão, o trio de arbitragem posta nas redes sociais ofensas aos gremistas e posa com camisetas do time argentino. Além de comprometer a lisura da decisão, quem segurará o ódio da massa tricolor? Seria uma irresponsabilidade, uma absurda falta de ética e respeito, uma burrice gigantesca!

Haverá muita violência hoje. Infelizmente. Mas precisamos tentar pedir que, acima de manter ou virar o resultado, nos empenhemos em respeitar, manter a dignidade, o equilíbrio, a aceitação do outro que tem todo o direito de ser diferente. Nada de inflamar mais ódio. Antes de provocar, pense que alguém que você gosta também sofrerá provocação. Antes de agredir, pense. Apenas pense.

Há muitos lados de uma mesma moeda. Vença quem vencer, o Brasil ainda é e precisará ser de todos. Só assim se construirá uma grande Nação. Com muito respeito, educação e inteligência.

Eu poderia simplesmente defender minha opção para hoje. Mais fácil para agradar os amigos e incentivar intermináveis e inflexíveis discussões inúteis com quem não me gusta. Prefiro fazer este apelo ao nosso melhor. Já temos problemas demais neste país para nos darmos ao trabalho de jogar tanta energia no lixo sendo fratricidas.