Oscar Bessi

Se a Natureza avisa, escute!

Todos os anos, dezenas de pessoas morrem no Brasil atingidas por raios. Outras tantas ficam com sequelas permanentes. Ao menor sinal de temporal, procure abrigo seguro, afaste-se de áreas abertas, da água, de árvores isoladas. Não desafie o céu. Cuidar-se não é medo, é respeito à vida.

Na beira da praia, em Tramandaí, um homem foi atingido por um raio numa tarde que parecia comum, dessas em que o céu ameaça, mas muita gente insiste em ignorar. A descarga veio rápida, brutal, lembrando que a natureza não pede licença nem faz distinções. O mar, o vento e a areia, que costumam simbolizar descanso, viraram cenário de fragilidade humana em segundos.

Dias antes, em Brasília, um raio caiu durante uma manifestação e deixou feridos. O episódio chocou não só pela coincidência do fenômeno, mas pelo alerta silencioso que trouxe: céu carregado não é detalhe, é aviso. Temporal não é espetáculo. É risco real, mesmo em lugares onde as pessoas se sentem protegidas pela multidão ou pela rotina.

Todos os anos, dezenas de pessoas morrem no Brasil atingidas por raios. Outras tantas ficam com sequelas permanentes. Os números se repetem como estatística fria, mas por trás deles há histórias interrompidas, famílias marcadas e a mesma pergunta que sempre volta: precisava ter sido assim?

Fica o alerta simples e necessário. Ao menor sinal de temporal, procure abrigo seguro, afaste-se de áreas abertas, da água, de árvores isoladas. Não desafie o céu. Cuidar-se não é medo, é respeito à vida. Porque o risco existe — e ignorá-lo pode custar tudo.

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