
São três fabricantes de motor, Lotus, Honda e Chevrolet, cada uma com seus segredos. Ainda assim, as montadoras foram em dupla para os ovais para garantir a possibilidade de disputa com os diferentes equipamentos. Os pilotos testaram configurações aerodinâmicas que garantam a chance de seguir os adversários em alta velocidade, mas sem gerar as famosas "corridas de bloco" que culminaram em acidentes graves e na morte de Dan Wheldon no ano passado.
Sob o comando de Randy Bernard, o chefão da Izod Indycar, a categoria garantiu um grid de 26 carros ou mais para começar a temporada, número dificílimo de alcançar no último ano, pois trabalhou em conjunto. Símbolo máximo disso ocorreu na última sexta-feira. Bobby Rahal, dono de equipe e multicampeão como piloto, tinha contrato para utilizar motores Honda em dois carros. O planejamento para o segundo carro, no entanto, estava atrasado e com menos dinheiro que o necessário para ser competitivo. Ao mesmo tempo, Sarah Fisher tinha chassis, piloto e pacote financeiro prontos para correr, mas não conseguia contrato com uma das montadoras.
Na Fórmula 1, Rahal guardaria o motor no porão e acharia até melhor não enfrentar mais um concorrente na pista para dividir os prêmios. Na Indy, porém, ele pensou no grid completo e prontamente telefonou para a Honda com a frase que salvou a temporada de Sarah Fisher e do campeão da Indy Lights Josef Newgarden: "Entreguem os motores na Estrada Rockville, em Indianápolis. Sim, este não é o endereço da nossa fábrica, é da Sarah Fisher Hartmann Racing!"
