Quem vive a história, tem história para contar. Alex Dias Ribeiro, aos 75 anos, é da geração desbravadora do automobilismo brasileiro, seguindo a onda inaugurada pelos irmãos Fittipaldi. Participou em 20 provas nos anos 1970, largou em 10 delas, pilotou o carro médico da Fórmula 1 e vive Interlagos com intensidade: "Para quem é gasolinado,isso é um prato cheio da mais fina estirpe do automobilismo internacional", afirma no paddock do GP de São Paulo, enquanto colocava as fofocas em dia com o bicampeão Emerson Fittipaldi no box da McLaren.
Muitos clamam pelo passado romântico do esporte, mas Alex exalta a tecnologia e os carros modernos. "É bom estar aqui mesmo como apreciador e torcedor. Eu fico empolgado em ver o progresso do meu tempo para cá", relata.
Depois de ter vivido uma época em que a cada corrida alguém poderia morrer e ter participado da equipe de socorro médico do Mundial, ele valoriza o avanço. "Eu aprecio demais essas máquinas mais eficientes, menos vulneráveis a falhas mecânicas, mais seguras em acidentes", pondera o ex-piloto.
A saudade existe, contudo, quando o assunto é a antiga pista de Interlagos, na qual correu em 1977, com sua March-Ford. "Fazer a 1 e 2 de pé embaixo, a subida do lago e do Sol, com o motor cheio. Era assim, algo muito legal, alucinante."
