Pitlane

Aos 47 anos, Jean Alesi anuncia retorno às corridas nas 500 Milhas de Indianápolis



Aposentadoria raramente é um fato para pilotos, ainda mais os que correram na Formula 1. As pistas chamam e o novo membro da lista de "ex-ex-pilotos" é o francês Jean Alesi, de 47 anos. Um dos poucos corredores a ter a honra dúbia de vencer apenas um GP da categoria, Alesi vai devolver seu estilo agressivo de correr ao público nas 500 Milhas de Indianápolis de 2012, correndo pela equipe Lotus. Ele fez o anúncio oficial nesta sexta.

O tiozinho francês é o terceiro maior ídolo da torcida italiana, após correr pela Ferrari entre 1991 e 1995. Fica apenas atrás de Michael Schumacher e Gilles Villeneuve no quesito idolatria. De acordo com alguns puristas, apenas ele fez justiça ao número 27 de Villeneuve após a morte do piloto canadense. A pilotagem sem compromissos do francês, contudo, deve ter custado ao menos algumas vitórias para o seu currículo.

Velocidade sempre esteve lá, mas Alesi nunca resistiu à tentação de fazer aquela ultrapassagem, ou se livrar de um retardatário antes do que a prudência recomendava. Teve azar também de pegar a Ferrari exatamente em fase de transição, nos piores anos da equipe na categoria. Ainda assim, arrancou pódios que a Scuderia não merecia e venceu sua corrida em Montreal, 1995.

Depois, diversificou. Correu por Benetton, Sauber, foi ajudar o ex-colega Alain Prost na equipe do tetracampeão francês e, por fim, fez suas últimas corridas de F-1 pela Lotus. Passou pela DTM, em seguida, onde venceu mais uma prova solitária e, agora, fazia consultoria para a Lotus, principalmente no projeto de F-1 particular para milionários, o T-125.

Minha teoria é que Alesi começou a se temperar melhorar e conduzir no máximo do seu talento no final da carreira. Para se ter uma ideia, se a regra atual de pontos valesse para a última temporada do francês, ele teria marcado pontos em todas as provas, menos duas em 2001, com o fraco carro da Prost, que rumava à falência.

Vale conferir um clipe com algumas manobras aguerridas do francês aloprado. Ele era o oposto de Prost e merecia melhores resultados do que a carreira mostrou, mas ainda assim será sempre um dos inesquecíveis da categoria.