A Aston Martin promove intensa negociação de bastidores após os novos fracassos da parceria com a Honda nos treinos preparatórios do GP da Austrália de Fórmula 1. O dono da equipe, Lawrence Stroll, trabalha nos bastidores para retomar a competitividade antes da metade do ano; e com soluções drásticas se necessário.
Adrian Newey revelou que o time foi surpreendido por uma mudança de 70% da equipe de desenvolvimento, ao visitar a fábrica da Honda no Japão. Com um começo atrasado e sem o pessoal especializado que fez os motores campeões da Red Bull, o resultado foi uma unidade de potência com vibrações extremas que consomem os componentes internos, especialmente as baterias, causando falhas catastróficas. Além disso, impedem o uso pleno da potência e o desenvolvimento do chassis.
Lawrence Stroll trabalha em duas frentes para retomar a competitividade. Forçar a FIA a liberar uma janela para a Honda atualizar seu motor antes do previsto. O regulamento prevê a chance de mudanças apenas após seis etapas. Caso não seja possível, quer a liberação com FIA e Honda para usar outro motor.
Fernando Alonso é atuante na segunda opção, tendo feito contatos com corporativos da Ferrari, onde correu até 2013, para inquirir sobre um fornecimento extra de motores.
Para evitar quebrar os pratos com os japoneses, Stroll argumenta com a Honda sobre a situação da Cadillac. O fabricante norte-americano só pretende fazer o próprio motor em 2029 e, enquanto isso, coloca sua marca sobre propulsores da Ferrari. A ideia é enfatizar que a solução é temporária para dar espaço para os japoneses se ajeitarem.
