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Cartas para mudar a história: Ron Dennis fez força para ter Barrichello na McLaren ainda em 1994



"Ron vai tomar as rédeas com Eddie e descobrir se ele concorda com a ideia do teste, talvez por uma quantidade fixa de dinheiro (digamos US$ 1 milhão)", pondera Schreer. "Se funcionar, iríamos deduzir a maior parte desse valor na rescisão e, se não funcionar, ele teria pago para guiar o resto do ano. Ron acredita ter chances de convencer Eddie e vai nos informar do progresso", salienta o executivo da Philip Morris.

Aparentemente, Eddie segurou as rédeas um pouco mais curtas e impediu a transferência, ou Barrichello e seu empresário ficaram temerosos com as constantes brigas da McLaren com a Peugeot, pelo mal rendimento. Talvez o poderoso time inglês sequer tivesse um fornecedor de fábrica para o ano seguinte (no fim assinou bem com a Mercedes) e ninguém colocou a caneta no papel. No ano seguinte, seria Magnussen que teria a chance de disputar uma prova com a McLaren, estreando no GP do Pacífico.

Ainda assim, Ron Dennis continuou curioso sobre Barrichello até o fim de 1995, como mostra um memorando da Marlboro assinado pelo executivo Walter Thoma. É um relatório dos contratos perto de acabar da Marlboro e as possibilidade de pilotos para a temporada 1996 tanto para Ferrari quanto McLaren. Na lista dos interesses da Marlboro está lá Barrichello, entre opções como Eddie Irvine, David Coulthard, Nicola Larini e Jan Magnussen. No fim das contas, a equipe inglesa apostou no compatriota Coulthard, enquanto a McLaren foi com o irlandês Irvine, Barrichello assinando mais um ano na Jordan.

Confira a carta de John Hogan

Resposta de Peter Schreer aumenta as possibilidades

Memorando da Marlboro avalia pilotos para 1996