CBA diz que Indy não acontecerá nas ruas de Porto Alegre
Sexta-feira passada, a Federação Gaúcha de Automobilismo fez festa de encerramento de ano e premiou todos os campeões e vices das categorias. Na ocasião, conheci Nestor Valduga, diretor de competições da CBA. Atencioso, Valduga se disse à disposição para tratar das coisas do automobilismo gaúcho e brasileiro. Como no sábado viria o neozelandês Tony Cotman para vistoriar a cidade, perguntei o que ele achava da vinda da Fórmula Indy para a cidade. Ele me respondeu na hora: "Se depender da CBA, essa corrida não sai".
Tomei um choque na hora. Todo mundo estava achando maravilhosa a ideia de ter uma corrida desse porte na cidade. Valduga foi categórico: "Com dois autódromos excelentes, como são Tarumã e o Velopark, a 30 km de Porto Alegre, não há porque correr nas ruas da cidade". Fiquei de ligar para ele na outra semana, mais precisamente ontem, para ouvir o que o presidente da CBA teria a dizer a respeito.
No sábado, durante a visita de Tony Cotman, perguntei a Willy Herrmann o porquê de não fazer a corrida em um autódromo. "Em Valência, existe um dos melhores autódromos da Europa e a Fórmula 1 corre na rua porque é muito mais bacana. Não temos interesse em fazer prova em autódromo", disse Herrmann.
Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, confirmando a palavra de Valduga, disse ontem que a entidade não vai permitir a corrida nas ruas de Porto Alegre. "O RS é o estado brasileiro que tem mais autódromos no país. Se a Indy for para o RS tem que ser em um dos autódromos. Não faz sentido a prova de rua tendo dois autódromos num raio de 30 km da cidade. A Indy só corre nas ruas de São Paulo porque a Fórmula 1 não permite que haja outra corrida de monopostos em Interlagos e o contrato é com a prefeitura de São Paulo".
Nestor Valduga voltou a afirmar: "A CBA não foi comunicada sobre esse evento e não vai autorizar a corrida nas ruas de Porto Alegre porque existe dois autódromos num raio de 30 km. O que se vai gastar para transformar as ruas da cidade aptas para receber uma corrida é menos do que se precisa para reformar Tarumã ou concluir o Velopark".
Carlo Gancia, um dos representantes legais da Indy no Brasil, me respondeu por e-mail dizendo que tinha sofrido acidente e estava internado no hospital e que não falaria a respeito. Willy Herrmann viajou para a Nova Zelândia e não respondeu a e-mail enviado. A prefeitura de Porto Alegre apenas disse que o assunto não é mais com ela, que tudo passa pela organização da Indycar, que foi quem procurou a prefeitura para a realização da prova GP do Mercosul. pelo jeito, a prova em Porto Alegre está bem ameaça.
