Os austríacos "choram" que o motor Renault está tirando seu gosto pelo esporte, com a completa falta de performance. A mesma montadora que trouxe quatro títulos mundiais para o time, pouco tempo atrás. A Mclaren lamenta as regras que limitam o desenvolvimento, mas mata no peito a encrenca e, mesmo abalada, mantém seu discurso de empurrar a evolução até onde der. A Red Bull é a dona do campinho e, se não luta por vitórias, bota a bola debaixo do braço e vai para casa. Nos faz lembrar de Toyota, BMW e a própria Honda, duas delas "salvas" pelos garagistas Peter Sauber e Ross Brawn, a outra aleijando permanentemente o grid.
A situação que ficou escancarada, entretanto, é a incrível complexidade e a capacidade de estragar corridas que o regulamento atual apresenta. Os custos aumentaram enormemente com os propulsores híbridos e a dificuldade em fazer os componentes resistirem tornou quase impossível para quem não tem motor Mercedes fazer todo o ano com quatro unidades de cada um dos elementos essenciais determinados pela FIA. A bizarrice será ver, depois dos treinos, horas de cálculos para definir quantas posições perderão as duas Red Bull, as duas McLaren e, quem sabe, as Toro Rosso, cada carro no limite dos componentes. A xaropice não acaba aí, entretanto. Depois de todo mundo ser alinhado nas últimas filas, será necessário calcular um tempo de punição no primeiro pit-stop na "sobra" de posições que os carros não conseguirem "perder" e cumprir a punição. Um desastre esportivo antes da metade do campeonato...

