Em trinta dias, a definição para o GP Porto Alegre Mercosul da F-Indy
O neozelandês Tony Cotman é engenheiro e responsável pela avalição dos circuitos da Fórmula Indy. Cotman esteve em Porto Alegre na sexta-feira (17) e sábado (18) para avaliar as opções que a prefeitura disponibilizou para circuito de rua. Entre as opções originais estavam os entornos do Shopping Iguatemi e parque Germânia, do Hipódromo do Cristal e do Parque da Harmonia. Cotman não gostou de nenhum em particular: "São todos muito fáceis. Queremos algo mais bacana", teria dito, segundo informações de Willy Herman, representante brasileiro da categoria.
O neozelandês se encantou com a avenida Borges de Medeiros e o viaduto Otávio Rocha. "Seria como correr em Manhattan, Nova Iorque, em plena Quinta Avenida", afirmou. O traçado que lidera a preferência envolve as avenidas Mauá, Loureiro da Silva e Borges de Medeiros, englobando o chamado Centro Histórico. As garagens seriam os armazéns do Porto, mas isso antes da reforma de revitalização, que está ainda na etapa de licitação.
Palavras do prefeito José Fortunati - Nós estamos em ampla negociação com o grupo que coordena a Fórmula Indy. Porto Alegre tem todo o interesse em sediar a etapa a partir de 2012 GP Porto Alegre Mercosul, queremos ter essa integração com o Mercosul, mas temos que definir questões técnicas. E uma delas, que é fundamental, é de onde poderia ser a pista de rua. Nós temos algumas alternativas e o Tony está aqui para olhar, fazer estudos, pegar todas as informações junto à EPTC, para que ele possa depois pesar, refletir e tomar uma decisão técnica sobre a melhor área da cidade que possa receber a F-Indy. De nossa parte, temos todo o interesse que ela se realize, não temos dúvidas que se trata de um dos grandes eventos internacionais na área do esporte para a divulgação do esporte. Por isso, o empenho é total para que isso realmente aconteça.
Willy Herman - Acredito que tem toda a chance da Indy ficar em Porto Alegre. O RS tem uma tradição de automobilismo que é separado da forma do automobilismo do Brasil, desde os tempos das carreteras. Hoje, Porto Alegre, se nós considerarmos é sem dúvida uma das três melhores cidades do Brasil. Tem uma região muito importante de turismo junto ao Uruguai e à Argentina e do próprio Chile, que são grandes centros de automobilismo mundial. Eu acredito que isso, somado ao apoio da prefeitura, sem dúvida que tem uma condição inigualável. A partir da prova de São Paulo, nós não estávamos nem considerando de uma outra prova no Brasil, mas neste momento, comparando o que temos de viabilidade com as outras cidades que a gente viu na Argentina, no Chile, no Uruguai e na Venezuela, aqui nós temos condições bem melhores. A prefeitura de São Paulo tem exclusividade para eventos na cidade de São Paulo. Obviamente que não se faria um segundo evento na cidade de São Paulo, mas na realidade, desde o início das tratativas com SP havia outras cidades envolvidas, como Rio, Salvador e Ribeirão Preto, que com a efetivação de São Paulo não foram descartadas. Em Valência, nós temos um dos melhores autódromos do mundo e quando é realizado o GP em Valência, ele é realizado nas ruas da cidade, porque hoje, em termos comerciais, turísticos e de projeção mundial de uma cidade, as provas de rua são sempre mais interessantes. O GP de Mônaco não seria o mesmo se ele fosse disputado em um autódromo.
Tony Cotman - A Indy estava olhando para várias alternativas na América do Sul, desde a Venezuela, Chile, Argentina. Evidentemente que isso é um reflexo da quantidade de pilotos sul-americanos que têm na categoria, e aí, logicamente, Porto Alegre pela cidade que é e pela posição no Mercosul é que ela foi considerada. Nós tivemos oportunidade de ver, o meu trabalho ficou muito mais fácil pois a EPTC e a prefeitura já haviam desenvolvido três alternativas com estudos preliminares, o que torna tudo mais fácil. E a partir dessas alternativas continuamos a buscar a melhor opção. Nos próximos 30 dias teremos uma definição bastante realista das opções. Existem várias cidades da América do Sul que estão pleiteando para receber essa segunda etapa da Indy e a Indycar não pode reclamar de falta de interesse pela prova.
