Pitlane

Especial Spa-Francorchamps o criador de mitos - A era romântica



Como as regras da época permitiam, o britânico pegou o carro do piloto de apoio, Cesare Perdisa, voltando possuído para a prova. Fez a melhor volta na corrida, 5 segundos mais rápido do que o tempo de qualificação. Logo assumiu a 5ª colocação, passando Schell e herdou o quarto posto quando Fangio parou com a transmissão quebrada.

Peter Collins assumiu a liderança, com uma vantagem de 1 minuto para o companheiro de Ferrari, Paul Frere e 9 minutos de diferença para Moss, que passou Behra para conseguir um lugar no pódio. Behra teve problemas com o motor e desabou na última volta para sétimo e assim Schell herdou uma boa 4ª posição para a Vanwall.

Nesses primeiro anos não foram registradas tragédias nas rápidas curvas da pista belga. Talvez pela performance “modesta” dos monopostos ainda no início da sua escalada de desempenho do pós-guerra, mas também por muita sorte (como na pirueta de Moss). Com o aumento exponencial das velocidades de curva, o mesmo Moss sofreria um grave acidente em 1960 e dois jovens pilotos britânicos (Alan Stacey e Chris Bristow) perderiam a vida no traçado cada vez mais desafiador. Confira abaixo o vídeo com o resumo da corrida de 1956:



A pista se manteve inalterada até 1978, entretanto, pois os pilotos “clássicos” não acreditavam na “segurança ativa” que depois seria propagada por Jackie Stewart. Além disso, patrocinadores e organizadores exigiam que a prova se mantivesse no calendário. Em parte foi bom, pois novas disputas históricas ocorreram, mas muitas vidas se perderam no decorrer dessa duas décadas.