Werhlein, por sua vez, também parece ter só vantagens no acordo. Primeiro por escapar de ficar estacionado na DTM caso Nico Rosberg e Lewis Hamilton continuem em grande fase, renovando seus vínculos. Depois, por estrear sem pressão por resultados.
Nos últimos anos, a Manor sempre foi uma das últimas forças do grid, longe do miolo competitivo. Teve de ser salva da falência e não promete nada em termos de resultado. Só que após um ano de transição, voltará bem mais organizada, com engenheiros importados da Ferrari e motorzão Mercedes empurrando um carro desenvolvido por mais de um ano, já que o time usou o modelo 2014 ao longo da temporada passada.
Em resumo, se tudo der errado, a culpa é do carro. Se tiver alguma chance de competitividade, poderá ser Werhlein o cara que tirou a Manor do fim do pelotão... Além disso, seu companheiro de equipe sim poderá ser um piloto pagante legítimo, como o indonésio Ryo Haryanto, ou o próprio Stevens.

