Pitlane

Fábrica francesa constrói "fórmula 1 secreto" para desenvolver talentos e novas tecnologias



Mas o time francês, que se orgulha de ter disputado Le Mans com um carro comprado da Aston Martin melhorando seu tempo de volta em 8 segundos, não busca estrear na categoria máxima do esporte. A ideia é criar uma "escola" de superlicença. Vai montar um Fórmula 1 com as regras de 2015 para atender à demanda da FIA de que jovens pilotos andem ao menos 300 quilômetros com um carro homologado nos últimos cinco anos.

Perrin ainda não definiu qual motor a engenhoca vai usar, mas provavelmente deve optar pela última safra dos Cosworth V8. A aerodinâmica, nas simulações em 3D é bem avançada, usando todos os conceitos que as atuais montadoras empregam: defletores laterais, passagem de ar no bico para o assoalho, laterais compactas para permitir fluxo de ar limpo.

A ideia é que, sem a necessidade de evoluir o carro para enfrentar as outras equipes, o Perrinn se torne uma alternativa barata para treinar jovens talentos. "Não é um carro oficial de Fórmula 1, é um carro desenhado para atender às exigências do regulamento", explica Perrin.

Ele projeta, ainda, outros usos: "Podemos usar nosso carro com motores de grandes fábricas para testar antes de entrarem na Fórmula 1, ou qualquer outro tipo de tecnologia automotiva", define.

Pelo menos uma outra fábrica estaria preparando sua versão de "Fórmula 1 extra-oficial", de acordo com a revista Racing Engineering. Este projeto, contudo, ainda não foi anunciado oficialmente. O último carro de Fórmula 1 que não correu uma prova sequer foi o Toyota TF110. Com a saída dos japoneses da categoria, a Pirelli tentou comprar o modelo para desenvolver compostos de pneus, mas acabou usando o TF109. Depois disso, o 110 foi comprado pela natimorta StefanGP, chegou a fazer um shakedown, mas nunca correu