Fórmula 1 de outros tempos gerou patrocínio de "todos os males" nos anos 1980
As equipes de Fórmula 1 enfrentam cada vez mais dificuldade para encontrar patrocinadores que abasteçam seus programas de desenvolvimento com grandes valores em dinheiro. Sauber, Caterham e Marussia mostram carenagens tão limpas de anunciantes que chega a parecer uma categoria regional, sem toda a expectativa que gera um esporte do tamanho do Mundial. Parte disso se deve exatamente aos valores astronômicos cobrados pelas equipes atualmente, em outro lado estão as proibições e limitações de diversos tipos de produtos patrocinarem o esporte (principalmente cigarros). Por fim, há a diretoria de acionistas da maior parte das grandes empresas. Como elas tem um valor de mercado, todo investimento precisa passar por um longo processo de análise que usualmente corta o investimento em F-1 no meio do caminho...
Houve um tempo que era diferente e tivemos o glorioso pool de patrocinadores da Arrows de 1980 abaixo. Reparem na carenagem mais "sem vergonha" da história que estampa o carro do alemão Jochen Mass. Mulheres nuas (Penthouse), bebida (Wersteiner) e cigarro (Rizla). Todos os "vícios", "males" e luxúrias representados e, ainda por cima, a Hugo Boss aceitou estampar sua marca de artigos de luxo no capacete. Hoje em dia convencer esse pessoal a aparecer junto numa carenagem seria uma dor de cabeça... Naquela época era mais tri! Foi um carro razoavelmente bem sucedido. Marcou uma pole-position com o inesgotável Riccardo Patrese. Ainda levou o pódio do GP dos Estados Unidos daquele ano, com um segundo lugar. Jochen foi menos exuberante, com um sexto e um quarto lugares.

