Ferrari voa e Vettel crava a pole-position para o GP do Bahrain

Ferrari voa e Vettel crava a pole-position para o GP do Bahrain

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Hamilton não se achou e partirá do oitavo lugar, com penalização


Quem lucrou foi Daniel Ricciardo em quarto, com a Red Bull quase no ritmo das ponteiras, mas não ainda. Quem sabe na corrida. O quinto será o surpreendente Pierre Gasly, com uma renascida Toro Rosso-Honda, a maior surpressa no deserto. Atrás dele, Kevin Magnussen com a competitiva Haas, Nico Hulkenberg de Renault, seguido de Esteban Ocon com a melhorada Force India e Carlos Sainz na outra Renault.

A disputa da pole começou com a Ferrari na frente, Raikkonen levando a melhor sobre Vettel depois do alemão dar uma erradinha ao acelerar cedo demais na saída da última curva. As duas Mercedes se esforçaram, deu para ver Hamilton forçar e puxar o carro pelas crinas, mas não foi melhor que o terceiro posto, à frente do quarto Valtteri Bottas. Daniel Ricciardo com uma solitária Red Bull fez o quinto tempo, perto das duas gigantes, mas não o suficiente para ameaçar.

A batalha do meio do pelotão foi acirradíssima, com a evolução da Force India e com o inspirado Pierre Gasly empurrando a Toro Rosso acima do esperado. Virou uma batalha acirrada com a Haas de Magnussen e a McLaren de Fernando Alonso para entrar no Q3. Na primeira tentativa, Gasly conseguiu um impressionante sexto posto, com Magnussen logo atrás. Ocon ficou em décimo, seguido de Sérgio Perez e Alonso, babando pela última vaga.

Veio a segunda série e faltou fôlego para a McLaren, aumentando a humilhação ao ser superada pelas duas Toro Rosso-Honda. Gasly segurou o nono lugar à frente de Ocon, mas até Brendon Hartley surrupiou o 11º posto como primeiro degolado. Sem a desculpa do motor, a McLaren atingiu um novo fundo do poço. Atrás da Toro Rosso vieram Perez, Alonso, Vandoorne bem longe e Max Verstappen, que nem conseguiu andar no Q2. O motivo? Nada de quebra mecânica.

Verstappen manteve a história acidentada até aqui em 2018. Já no Q1, exagerou na sequência de curvas do primeiro setor, perdeu o controle e acertou o muro, carimbando um 15º lugar no grid. A barbeiragem do holandês dificultou a vida de todo o meio do pelotão, na luta por um lugar no Q2. Todo mundo ia ter que ir para a pista se virar por uma marca. Quase virou loteria, com os degolados se revesando entre a 15ª e a 17ª colocação, isso porque o fundão do grid ficou garantido para a péssima performance de Sauber e Williams.

Tão maluco que Alonso escapou para o Q2, mas com o mesmo tempo de Romain Grosjean, na casa dos milésimos de segundo. Do alto do grid em Melbourne, o francês continuou com o azar da corrida em que um erro nos pits deixou a roda solta e obrigou o abandono. O espanhol, por sua vez, respirou aliviado depois de fazer duas tentativas abaixo da média na sessão inicial.

Veja os tempos:


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895