Fichas e mais fichas
A prova de Mônaco quase foi chata, ou foi chata a maior parte do tempo, como são todas as corridas que não têm ultrapassagens. Webber venceu a prova na Sainte Devote, a primeira curva do circuito. Depois foi só levar o carro até o fim. Chato. Não por isso, desmerecido. Webber fez uma corrida correta, sem erros e pinta com cara de campeão. Na transmissão da Vênus Platinada, Galvão Bueno comparou o piloto australiano com o campeão Nigel Mansel, que foi campeão pela regularidade, mas aparentemente era um piloto mais completo que Webber. Eu prefiro cmpará-lo a outro piloto inglês, Damon Hill, que só foi campeão porque tinha o melhor carro e fez pontos em quase todas as provas daquele ano. Em segundo lugar chegou o alemão Vettel, repetindo a dobradinha de Barcelona. Com isso, os dois dividem a liderança, com vantagem para Webber que tem duas vitórias. O terceiro colocado foi o esforçado e talentoso Robert Kubica e seu Renault abelhudo. Se fosse um circuito que permitisse ultrapassagens talvez a vida de Webber não tivesse sido tão tranquila. Mas talvez também permitisse uma ultrapassagem de Felipe Massa no final, quando a Ferrari parecia mais inteira que o carro francês. Hamilton correu para marcar pontos. Se não tivesse feito ponto ninguém notaria sua presença no circuito monegasco. O alento de emoção veio com Alonso, que saiu dos boxes e terminou na sexta colocação. Numa jogada que lembrou a Ferrari dos tempos de Schumacher, Alonso aproveitou o safety car no início da corrida para parar nos boxes e trocas seus pneus macios por um jogo de pneus duros. E não parou mais. Saiu para cima da petizada e foi ultrapassando um a um. Quando as ultrapassagens começaram a ficar mais difíceis, já era o momento das paradas dos que estavam a sua frente. Ganhou a sexta colocação e aí ficou até a última volta. Atrás do asturiano estava o Sapateiro, que aproveitou o único vacilo do espanhol para fazer a ultrapassagem. Pena que isso ocorreu metros antes da linha de largada, proibido naquele momento. Foi penalizado com 20s e ficou na 12ª colocação. A outra parte da emoção foram os acidentes. Rubinho destruiu sua Williams quando estava numa boa sétima colocação. A suspensão traseira quebrou e o piloto brasileiro virou passageiro do seu carro e bateu nos dois lados da pista. Mas o acidente mais perigoso se deu nas últimas voltas com os retardatários Trulli e Chandhok. O italiano tenou ultrapassar o indiano numa curva que só cabe um carro e acabou passando literalmente por cima de Chandhok. O fundo da Lotus raspou o capacete do indiano. Foi muito perigoso. E Webber estava para ultrapassar os dois. Quase que o australiano perde a corrida de graça. Agora é esperar mais duas semanas para ver o GP da Turquia.
