Pitlane

Foi bom e foi ruim

Foi bom e foi ruim

 O GP 300 km de São Paulo de Fórmula Indy foi bom e foi ruim. Foi bom porque foi uma corrida com muitas alternativas, ultrapassagens, chuva, acidentes, derrapagens, barbeiragens, poeira e festa. A corrida já começou com um mega-acidente, que quase decepou a cabeça do Marco Andretti. Além disso, outros carros se pegaram no S do Samba. Depois da bandeira amarela, veio a chuva. A pista ficou completamente alagada e os carros começaram a patinar. Interrupção, pausa na chuva e retorno à corrida. Mais ultrapassagens, trocas de pneus e bom desempenhos de estreantes e pilotos com carros mais modestos, caso de Romancini e Victor Meira.
A parte ruim já era esperada. Não se pode condenar uma corrida que foi pensada, organizada e construída em três meses. O circuito do Anhembi não existia no Natal. Para dizer a verdade, só foi finalizado, se é que isso é possível de ser dito, na madrugada de domingo, quando lixaram a reta do sambódromo. Para um circuito de rua, montado às pressas, o resultado foi muito bom. Quem não ajudou foi exatamente o tempo. Se não tivesse chovido, a corrida teria sido muito melhor. Acredito que se a prova se manter no calendário, vamos ter um excelente grande prêmio em 2011, quando se poderá arrumar as ondulações e a reta do sambódromo. Ouvi falar que os pilotos reclamaram que não puderam dar tudo nas retas, que sobrava potência nos carros, que não passavam da 5ª marcha. Mas isso é um circuito de rua, não é um dos ovais americanos, tem que ser assim mesmo. Quem é bom mostra o talento em qualquer pista. E foi possível ver que tem muita gente boa nesta categoria. Gostei muito de ver a Bia Figueiredo (ou Ana Beatriz, como queiram) chegando na frente da Danica Patrick. O São Paulo Indy 300 foi, a meu ver, mais emocionante que o GP do Bahrein.