
Daquela forma bem própria de Bernie Ecclestone negociar, o futuro da Fórmula 1 nos Estados Unidos ganhou um capítulo positivo e outro negativo neste semana, ao que tudo indica. Ao mesmo tempo em que a FIA aprovou o circuito de Austin para a realização do GP do Texas ainda em 2012, o todo-poderoso da F-1 contou ao jornal inglês The Guardian que o GP das Américas em 2012 não deve ocorrer. Cortou o barato da Red Bull, que até mesmo colocou o carro do ano passado para andar nas ruas da cidade Nova Jersey.
A prova, que seria realizada em circuito de rua com a paisagem de Nova Iorque de pano de fundo, entraria no lugar do GP da Europa, em Valência. Conforme Ecclestone, os organizadores perderam prazos e não garantiram toda a parte financeira para que o circo visite Nova Jersey. Bernie queria US$ 193 milhões para fechar um contrato de dez anos e a soma teria afastado os grandes patrocinadores.
Parece mais uma vez que o dono do parquinho queria apenas uma garantia no país para pressionar os organizadores de Austin a resolver suas pendências. Não passava realmente por sua cabeça fazer duas corridas num país que jamais abriu os braço à Fórmula 1 para valer. Como Austin finalmente chegou ao ponto correto, Ecclestone botou a paciência no bolso e foi cobrar as garantias do outro "point" americano.
A intenção, contudo, ainda é de fazer 20 corridas na temporada 2013. As possibilidades são de uma prova no México, preferida de Bernie; ou na França, onde a dificuldade é a condição financeira do país Europeu. Bernie, contudo, não descartou a volta da F-1 para um continente há tempos não explorado: "Queremos ir à África do Sul", contou ao Guardian, possivelmente se referindo à pista de Kyalami utilizada pela última vez em 1993.
