Nos GPs seguintes a história se manteria. Virar entre cinco e sete voltas "rápidas" e parar no meio do circuito com o motor W12 soltando fumaça, ou sem qualquer marcha para engatar. Incrivelmente, Giacomelli manteve a motivação de voltar a pé para os boxes tantas vezes. De alguma forma, ele convenceu Vita a deixar de lado o W12 para descobrir qual o desempenho real do chassis. O dono do brinquedo aceitou e conseguiu um motor Judd que a Lotus tinha engavetado após a temporada de 1989. Só que a carenagem que abrigava o W12 não servia e, sem dinheiro para produzir nova peça, a resposta foi remover toda a cobertura do motor e correr assim mesmo. Economizamos peso, alguém deve ter justificado...
O chassis de berinjela era tão ruim, tão maleável e tão inapropriado para o serviço, que colocar 150 cavalos a mais de potência apenas piorou a situação. No GP de Portugal, a vibração fez a transmissão quebrar. No GP da Espanha, com alguns reforços estruturais, Giacomelli foi 17 segundos mais lento. Depois de uma maratona torturante de 14 pré-classificações, o dinheiro finalmente acabou e Vita informou que o time não seguiria para os GPs da Austrália e Japão.
Vita vendeu carro e motor para um colecionador privado e só se ouviu falar na tranqueira no Festival de Goodwood de 2009. O campeão das 24 Horas de Le Mans Derek Bell guiou a barata que, depois de uma reforma intensiva, apresentou uma performance bem melhor e saudável do que nas mãos da tropa despreparada de Ernesto Vita. Certamente o pior carro de Fórmula 1 de todos os tempos...

