A vitória de Ford alçou seu nome em todos os principais jornais e foi o trampolim para a produção em massa do Ford T, que mudou os conceitos industriais de todo o planeta. O carro tinha um motor de dois cilindors e 26 cavalos de potência (menos que o kart que o PitLane testou na semana passada). Era menos potente que o do concorrente, mas provou o ponto de Henry Ford para fabricar o Modelo T.
Sua ideia era mostrar na prova que um automóvel construído a partir de elementos básicos e de fácil reprodução seria mais eficiente que aplicar o máximo da tecnologia de então num veículo auto-propelido. Um motor simples e confiável venceu o protótipo de Winton e abriu as portas para o principal fabricante de veículos do planeta.
Para comemorar essa herança direta das competições, a Ford vai levar os seus principais carros históricos de competição para o SEMA show, em Las Vegas, no mês de novembro. Entre outras relíquias estarão o Ford GT 40 vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1967 e a Lotus Ford que venceu as 500 Milhas de Indianápolis com Jim Clark, em 1965.
Vale lembrar do envolvimento da Ford com a Formula 1, principalmente na década de 1970. Foi a empresa americana que criou a Cosworth, subsidiária europeia que construiu o mais histórico motor de competição de todos os tempos, que equipou a maior parte dos times até o final da década de 1980. Depois, ainda teve participação forte na equipe Stewart, em 1997 e 1999 e ainda comprou o time para fundar a Jaguar, que foi negociada para a Red Bull, atual bicampeã mundial.

