Pitlane

Largada das 12 Horas de Tarumã merece um debate



Estamos na derradeira expectativa para as 12 Horas de Tarumã, marcada para o dia 10 de dezembro, sua data tradicional. O regulamento da prova de 2011, contudo, gera uma nova polêmica, o método de largada, que para o blog merece uma discussão multilateral entre organizadores e pilotos. Ao contrário do método clássico de início de prova, com os carros alinhados no estilo Le Mans e os pilotos já amarrados no cockpit, os organizadores decidiram pela largada lançada em fila indiana. (Clique aqui para ver o regulamento)

A alegação, objetiva e razoável, é de aumentar a segurança da corrida. O problema é que se torna um tremendo anticlímax não só para os fanáticos pela prova, mas também para expectadores em geral. É um tanto difícil argumentar contra segurança logo depois da morte de dois pilotos no automobilismo internacional, mas é preciso reconhecer que largadas sempre são efetivamente perigosas em corridas de carro, que por si, é uma atividade de risco.


Ninguém quer ver um acidente grave, mas eles ocorrem e quando mais ocorrem de forma a causar efeitos dramáticos é na prova, com os pilotos já em ritmo de corrida. A largada em fila indiana parece ter um ponto contra, neste quesito. Como os carros largam um atrás do outro, levando em consideração que serão em torno de 30 carros de diferentes classes, os líderes em protótipos já não sairiam muito mais próximos de dar uma volta nos retardatários?


E, desta forma chegariam rápido nesses pilotos de categorias mais baixas, em veículos de turismo e ainda vão estar com os tanques mais cheios. Além de tudo, os carros estariam mais embolados, por terem tido menos voltas para se distanciar, aumentando o número de "chicanes" ambulantes na pista e, potencializando as colisões quem sabe?


Ninguém torce por acidentes graves e queremos a melhor e mais competitiva prova possível dentro da segurança aceitável. O fato é, a largada em fila indiana é antidesportiva e não infinitamente mais segura que a largada estilo Le Mans. O elemento mais importante sempre é a cabeça dos pilotos, humanos atrás do volante que devem tomar decisões sensatas e saberem que não se ganha uma prova de 12 horas nas duas primeiras voltas.


Vale para a discussão também conferir as informações no Blog das 12 Horas, alimentado pelo Niltão Amaral.