Pitlane

Lembrando os montros de Pikes Peak: o Peugeot 405T16 de Ari Vatanen



Um dos eventos míticos do automobilismo está marcado para o próximo domingo. Os carros mais enlouquecidamente potentes desafiarão a subida de montanha Pikes Peak, no Colorado. Usualmente com 700, 800 e até mais de 1.000 cavalos, algumas das feras e domadores marcaram época, como Walter Rohrl e seu Audi Quattro e Ari Vatanen e o Peugeot 405T16.

Vou lembrar primeiro do Peugeot, que em 1987 assombrou os americanos que ainda não tinha visto um carro da marca francesa em suas estradas. Tiveram uma primeira impressão bem marcante. O monstro sem limite de regulamento tinha 900 quilos e 650 cavalos, além da tração integral para o finlandês maluco fazer o que melhor sabem, derrapagens controladas e drift nas quatro rodas.

O carro redefiniu o "scandinavian flick", manobra em que o piloto atira o carro para o lado o posto da curva, antes de guinar rapidamente para o lado correto, colocando mais pressão e aderência nos pneus externos para contornar a curva.

Uma ideia de Vatanen, inclusive, causou grande dor de cabeça para um certo Jean todt, gerente de competições da Peugeot na época. O francês quis saber como era sentir a aceleração do 405 de dentro do caro, mas não havia acento para passageiros. Ele se segurou o santantônio e pediu para Vatanen acelerar. Imediatamente sumiu da visão periférica do piloto. Tinha se espatifado e quebrado a janela traseira de fibra do carro, quase caindo para fora.

Abaixo, um curta-metragem premiado com o carro percorrendo sua volta vitoriosa em 1988: