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O fiel da balança

O fiel da balança

A corrida de domingo mostrou que a Ferrari e Alonso estão mais vivos do que nunca. O piloto espanhol conseguiu superar o favoritismo das Red Bulls usando inteligência. Foi inteligente ao fechar Sebastian Vettel na hora da largada e não dar chance para que o alemão ultrapassasse, porque seria quase impossível recuperar a posição. E, claro, contou com a sorte quando Hamilton atropelou o carro de Mark Webber.
Quando a gente para para pensar e analisar a atual situação do campeonato, deparamos com um piloto muito bom com um carro excelente e um piloto excelente com um carro muito bom, a opção é pelo segundo. É quando o braço faz a diferença. Até a metade do campeonato, achava que Mark Webber estava com pinta de campeão, já que seu principal adversário era seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, que na hora H sempre acabava cometendo uma bobagem. O mesmo pode ser dito a respeito de Lewis Hamilton. Ambos são jovens talentosos e que precisam amadurecer para conseguirem ser campeões. Tá, Hamilton já foi campeão, mas tinha um carro superior aos demais, o que não é o caso agora.
Mas voltando para a disputa entre Alonso e Webber, o australiano faz sua melhor temporada, mas provavelmente não seja suficiente para conquistar o título. A Ferrari, de início de temporada vacilante, conseguiu acertar o carro depois do GP da Europa. Nas últimas sete provas, Alonso venceu três, ficando sem pontuar na Inglaterra ena Bélgica, somando 97 pontos. A Red Bull, que é soberana desde o GP do Barein, tem três vitórias, duas com Webber e uma com Vettel. O australiano somou 99 pontos nas últimas seis provas, já que não conseguiu completar o GP da Europa. E mantém uma vantagem de 11 pontos para o asturiano. Vettel somou 91 pontos nas últimos sete GPs, não conseguindo terminar a prova da Bélgica. Hamilton é quem mais perdeu, terminando apenas em quatro corridas, apesar da vitória na Bélgica, somando 73 pontos.
Rubens Barrichello é outro que faz um excelente ano depois do GP da Europa. Dos 39 pontos somados na temporada, Rubinho conseguiu 32 nos últimos sete GPs. E coloca seu carro entre os dez do Q3 em todas as corridas. Nota-se que a Williams conseguiu fazer um monoposto melhor do que os últimos. Mas também tem uma melhora do motor Cosworth, que conseguiu ser o mais rápido em Monza nos carros da Virgin. A equipe de Richard Bronson também evoluiu muito nesta parte final do campeonato, ficando à frente da Lotus em várias provas.
Faltando cinco provas, a disputa deve ficar polarizada em Alonso e Webber e Vettel é quem deve ser o fiel da balança. Se o alemão optar por vencer as corridas a qualquer custo, pode colocar em risco o título de Webber. A Ferrari já optou por Alonso faz tempo.