O Rio Grande do Sul está mostrando seus talentos nos autódromos do mundo
Quando comecei este blog, o RS tinha dois pilotos de renome no cenário nacional: Miguel Paludo e Cláudio Ricci. O primeiro tinha conquistado a recém-criada Copa Porsche e Ricci era campeão brasileiro de GT3. Ricci estava na Stock Car, na qual ficou até a corrida do Velopark. Paludo foi embora para os Estados Unidos e passou a ser o primeiro gaúcho na Nascar, dividindo as atenções com Nelsinho Piquet. O Juliano Moro, que até na Europa tinha competido, estava em um momento de transição, saindo da Stock Car para o Endurance, no qual poderia mostrar mais da qualidade do MRX e do MCR, carros fabricados pela empresa de seu pai, a Metalúrgica Moro. Surgiu do kart para a Fórmula 3 italiana o jovem Cesar Ramos, que pouca gente havia ouvido falar. O guri mostrou o seu talento, venceu o campeonato italiano e passou para a World Series, que já projetou caras como Robert Kubica e Sebastian Vettel. Deverá ser o primeiro gaúcho na Fórmula 1, se não parar por falta de patrocínio. Nas 12 Horas de Tarumã vimos o surgimento dos filhos de Castrinho e João Sant’Anna. Matheus e Christian Castro participaram das 12 Horas e conquistaram vitórias. Christian partiu para a Copa Montana e está entre os cinco primeiros no campeonato de estreia na categoria. Seu irmão Matheus preferiu o desafio do Mini e está alcançando afirmação entre pilotos mais experientes. Vitor Genz não nega a tradição e segue firmes os passos do pai, João Sant’Anna, conquistando vitórias no Mini Challenge. A Fórmula Futuro, lançada no ano passado por Felipe Massa, apresentou o jovem Francisco Alfaya, que disputou uma vaga na Academia de Pilotos da Ferrari até a última prova. Ficou com a segunda colocação e deveria estar correndo na Fórmula Abarth italiana, mas acredito que não tenha conseguido fechar a verba necessária para ficar na Europa. Outro destaque gaúcho é o campeão brasileiro da GT3, Matheus Stumpf, que segue entre os favoritos para o título deste ano. A Fórmula Truck tinha Andersom Toso na equipe Ford, que brigava com o caminhão para andar no pelotão do meio. Quando a Ford resolveu melhorar o caminhão, a equipe optou pela veterana Cristina Rosito, que está ainda se adaptando ao caminhão. Régis Boessio, que já teve passagem pelos caminhões e estava correndo em 2010 no Regional de Marcas, resolveu aceitar o convite da ABF Mercedes e retornou ao convívio dos pesados. Está andando mais que o caminhão bicudp que lhe deram. Domingo passado, colocou seu caminhão no pódio de Goiânia, fechando uma trifeta com Wellington Cirino e Geraldo Piquet. Boessio ostenta a terceira colocação no campeonato brasileiro da categoria. Andersom Toso agora parte para um novo desafio, representar a Ford no Brasileiro de Marcas, que começa neste mês em Tarumã. No endurance, o Tubarão mostra sua durabilidade chegando forte em todas as provas. A competência da família Andrade está à toda prova. Não bastasse criar seus próprios carros, a MC Competições criou o Audi da DTCC, uma categoria que chegou com apoio da fábrica alemã. Também vem forte a Mercedes Challenge, que tem os Campos como destaque. O experiente João Campos corre em companhia de seu filho Márcio e na única prova que teve, os dois mostraram que vêm para disputar o título. Aqui no estado ainda temos o regional de Marcas, que continua forte; os fuscas, que buscam mais integrantes para reforçar o grid; os Fórmula 1.6, que é o celeiro gaúcho de talentos; o endurance segue motivado e ainda tem a Copa Classic, que reúne os carros antigos que correm tanto ou mais que os da Marcas e Pilotos, e o regional de terra, que agita os autódromos do interior do Estado. Com quatro autódromos entre os melhores do país (Tarumã, Guaporé, Santa Cruz do Sul e Velopark), muitos pilotos talentosos, temos um ano muito promissor. Esperamos chegar ao final do ano com outro grande encerramento, com os gaúchos comemorando títulos nas mais diferentes categorias.
