Hakkinen pressionava atrás, e o novato Eric segurou a posição estoicamente conforme a pista secava. O motor Lamborghini puxava bem na reta e impedia a ultrapassagem do carro com V10 Judd. Na última volta, no entanto, o sonho de somar os primeiros pontos virou pesadelo. Na descida para a chicane antes da bandeirada, o motor não encontrou mais gasolina, com problemas no pescador. Eric se arrastou até metros da bandeirada, mas foi classificado apenas em nono lugar.
O baque pareceu refletir no desempenho do time, que não conseguiu mais se classificar para as corridas. Forghieri encomendou uma nova carenagem, abandonando as laterais triangulares, mas o carro só ficou pronto na segunda metade do ano. Funcionou, relativamente, com o pouco dinheiro da equipe. Larini conseguiu colocar o carro no grid dos GPs da Alemanha, Hungria e Itália, mas o melhor resultado de corrida foram dois 16º lugares. A última prova veio no GP da Austrália, mas Larini rodou na chuvarada e abandonou.
Forghieri chegou a encomendar um carro para 1992, sob a pena de Sérgio Rinland, mas começaram os desacertos com a Lamborghini. A montadora ficou desapontada com o resultado geral e queria cobrar pelos motores ao time que ela mesmo criara. O engenheiro se revoltou e planejou usar motores Ilmor ou Judd na temporada seguinte, mas por fim fechou as portas e nunca mais vimos a Modena. Larini encontrou lugar como piloto de testes da Ferrari, enquanto Van de Poele foi para a combalida Brabham, antes de pilotar para a Fondmetal, em 1992.

