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Organização do GP do Bahrain contra-ataca rumores de violência no país



Apesar do mundo vislumbrar repressão política e morte de cidadão barenitas e policiais no Bahrain, o emirado árabe continua sua campanha para realizar o GP de Fórmula 1, programado para 22 de abril. Nesta terça-feira foi divulgada nota oficial que cita um relatório feio por integrantes da equipe Lotus que averiguaram as condições nos arredores do autódromo de Sakhir. Eles apontaram a expectativa de protestos pacíficos na região, mas no máximo com "algumas pilhas de pneus queimados", sem risco para a integridade do paddock.

Mesmo que a segurança do evento esteja garantida, resta saber que imagem a Fórmula 1 deseja passar ao resto do mundo. Ainda que usualmente o circo tenha alegado sua "neutralidade esportiva" para se associar a políticas não respeitáveis do ponto de vista dos Direitos Humanos, os patrocinadores de equipes e evento tem uma abordagem bem mais delicada destas situações. Que tipo de golpe seria um manifestante morrer num protesto diretamente ligado  à F-1, no final de semana de provas?

Para agravar a situação dos xeques, que insistem na corrida, a equipe Lotus divulgou nota oficial informando que não autorizou o Bahrain a utilizar as informações passadas de forma sigilosa sobre a visita ao circuito. Uma atitude clara de uma equipe que não deseja qualquer conexão com o veredito final sobre a realização da prova. O que fica claro é que, a Fórmula sairá perdendo da situação, tudo porque Bernie Ecclestone insistiu na manutenção de Sakhir no calendário. Ou perderá moralmente, fazendo a prova, ou esportivamente, com o desperdício de data no calendário que poderia ser aproveitada para uma corrida em ambiente "saudável".