Alex Palou a grande força dominadora da Fórmula Indy, agora é uma lenda do esporte a motor. Neste domingo, o espanhol venceu uma batalha tática e de força contra Marcus Ericsson e fez história como o primeiro espanhol campeão das 500 Milhas de Indianápolis.
Numa prova cuja primeira metade foi recheada de acidentes e após alguns pit-stops menos inspirados da Ganassi, Palou soube usar todos os seus recursos no fim para levar a vitória que faltava. A equipe Andretti até foi melhor na tática, colocando Ericsson em primeiro com pneus mais novos e tanque cheio, mas o imparável espanhol venceu o xadrez a quase 400 km/h.
Primeiro, atacou com tudo e superou Ericsson que perseguia dois retardatários, Louis Foster e Devlin DeFrancesco. A partir daí, a expectativa era se o sueco daria o troco, aproveitando o vácuo do espanhol no fim. Muitos esperaram se Palou cederia a liderança para atacar de novo no fim, mas o espanhol se manteve à frente.
Entre as ferramentas, usou o aprendizado do duelo com Hélio Castroneves, quando foi derrotado em 2021, no tetra do brasileiro. Para não ser atacado, usou o vácuo dos carros que estava quase atrasados uma volta para ter o suficiente de velocidade de reta.
Surpresa da corrida, David Malukas ainda tentou passar Ericsson para ir atrás de uma improvável vitória com a Foyt, mas faltou aquele impulso final. Veio a bandeira branca, Palou manteve alguma folga na primeira metade da volta. Quando Ericsson poderia ensaiar alguma coisa, Nolan Siegel bateu e a bandeira amarela deu fim à corrida. Vitória e história feita por Palou.
Malukas cruzou em terceiro, com um frustrado Pato O'Ward em quarto, sem conseguir colocar sua McLaren em posição para atacar no fim. Castroneves fez uma corrida muito combativa e chegou a escalar até a oitava posição. No fim, um erro de cálculo deixou o brasileiro sem combustível na bandeira branca. Com o pit de emergência, fechou como 13º classificado, ganhando 9 posições em relação ao seu posto de largada.
