A questão é que esta corrida jamais deveria acontecer nos moldes como foi promovida. Olhando fotos e vídeos do evento, é possível notar que o traçado foi delineado apenas com fileiras de pneus, a maioria delas com no máximo três ou quatro pneus em cada pilha. Para piorar, diversos postes ficavam ao lado da pista, sem qualquer proteção para o caso de batidas e, para piorar, os cordões de calçada foram porcamente isolados da tangência ideal.
Imagine, então, que o público ficava ao lado desses pneus, inclusive atravessando o traçado no meio da prova, bastando um pulo para chegar ao outro lado! Basicamente, foi montada uma armadilha mortal convidando uma tragédia muita além do perigo inerente do esporte a motor. Os karts, carros super leves e com motores avançados, chegam a mais de 120 km/h em poucos segundos, numa pista estreita e sem segurança, basicamente insano.
Eis que Lopez perdeu o controle ao acelerar na saída de uma chicane e o cordão da calçada serviu como rampa, arremessando piloto e kart contra um poste, quase atingindo, ainda, uma pessoa que estava ao lado. Ele ainda foi socorrido com vida, apesar da multidão atrapalhar a chegada da ambulância, e levado à unidade de emergência de hospital em Carpina. Uma transferência para Recife foi avaliada, mas o trauma na cabeça acabou sendo forte demais e o piloto não resistiu.
Mais tarde falaremos do lado positivo do esporte, com a incrível Seletiva para o Mundial de Kart do Velopark. Ali, um evento inicialmente amador ganhou todos os toques de profissionalismo possível, evitando riscos e garantindo disputas sadias e memoráveis aos mais de 200 participantes. Sem contar a bandeirada eletrizante para o campeão definitivo do evento.
Veja o vídeo do acidente (aviso, imagens fortes):

