Ricardo Juncos foi duas vezes ao fundo do poço até se consagrar na Indy 500

Ricardo Juncos foi duas vezes ao fundo do poço até se consagrar na Indy 500

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Brasileiro Franzoni é a próxima grande aposta da Juncos


O kart rendeu frutos e logo a Juncos virou uma grife de preparação. "Foi tudo muito peleado, muito lutado e com muito sacrifício e trabalho. Tivemos situações dramáticas, mas depois bons momentos. De 2003 a 2008, no kart, ganhamos 19 campeonatos. Preparamos chassis de campeões do mundo na Inglaterra", narra. "A partir daí, trabalhei com André Mattos, Tony Kanaan, o Roberto Moreno. Eu tratei de ouvir muito e fazer aquela aprendizagem de kart. Pois eu vinha de preparar carros na Argentina, não sabia tanto de kartismo", admite ricardo. "Claro que a gente teve sorte no crescimento da Juncos Racing, mas foi devagar. Começou com um piloto, depois dois, três. Veio o Pietro Fittipaldi, que ganhou sua primeira corrida de kart com a gente", destaca Ricardo.

"E agora estamos aqui, com três divisões da Indycar e dois brasileiros, o Carlos Cunha e o Victor Franzoni", resume o team manager, antes de relatar carinho especial por Franzoni. "Esse garoto eu gosto muito, quero muito o sucesso dele. Conseguimos conquistar o campeonato com ele na Pro Mazda e por isso também estamos na Indy Lights", enfatiza.

O salto final, para a Indy, foi uma mistura de planejamento e aposta certeira. "Eu vinha pensando já em 2013 como chegar à Indycar. Aí, as situações foram aparecendo e fui me movendo com as oportunidades", explica Ricardo. "Veio a chance de comprar a KV Racing. Os EUA dão crédito, depois atrapalha que precisa pagar, mas quando ganha tem como", brinca. "Mas para a Indycar o nível era outro. A gente sabia que se o Kyle Kayser não ganhasse o título da Indy Lights, com a bolsa, não ia ter como estar aqui", define. "Para a corrida de domingo, o fato é que nós já ganhamos. Terminar na bandeira quadriculada vai ser uma vitória para a gente."

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895