Pitlane

Rory Byrne já trabalha com a Ferrari, mas pode dar um passo além



Os jornais espanhois El País e Ás, buscando recuperar o desapontamento da torcida espanhola, aqueceram a situação do gênio e engenheiro sul-africano Rory Byrne na Ferrari. A verdade é que, há pelo menos quatro anos, ele tem sido um consultor de engenharia e aerodinâmica para a equipe italiana. Ninguém cita as motivações para o retorno do engenheiro que, pelo que se sabe, aposentou-se para ir curtir a vida em ilhas paradisíacas e trabalhar em projetos ecológicos/sustentáveis. Só acredito em Byrne trabalhando no campeonato de 2013.

As publicações espanholas falam inclusive, que ele teria sido contratado a peso de ouro, agora, para projetar junto com Pat Fry o sucessor do carro de 2011. Fato para quem conhece Formula 1: os projetos para o campeonato 2012 começaram antes do final do primeiro semestre.

Todo o processo de concepção de um carro de corridas demora bem mais que seis meses, que é o que teria o sul-africano para produzir um veículo vencedor. Sem chances, o último exemplo de um F-1 finalizado em poucos meses nós conhecemos: o Dallara que a Hispania utilizou em 2010, sem qualquer velocidade ou confiabilidade mecânica. Byrne não vai trabalhar no carro de 2012 da Ferrari, podem chorar Felipe Massa e Alonso.

Agora, o que pode sim acontecer é o sul-africano resolver retornar para a F-1 visando 2013, quando o regulamento muda, buscando energias regenerativas e motores mais eficientes. Certamente novidades como essa aguçariam o faro de engenheiros como ele, até mesmo de outro sul-africano, Gordon Murray que atualmente projeta veículos híbridos e elétricos.