Pareciam até outros tempos da Mercedes! George Russell controlou o GP do Canadá com tal maestria, que parecia a velha hegemonia de uma década atrás! A estabilidade do carro alemão ajudou ainda Kimi Antonelli a formar seu primeiro pódio. E coube a Max Verstappen evitar uma dobradinha, segurano o segundo lugar numa Red Bull claramente mais instável. O assunto da corrida, contudo, foi a batida das McLaren, numa burrada incrível de Lando Norris e que por pouco não comprometeu mais a prova de Oscar Piastri.
Russell arrancou soberano na largada e manteve Max em xeque. Norris tentou superar Alonso mesmo com pneus duros contra médios, mas o espanhol fechou a porta. Antonelli deixou Piastri para trás.
Na turma da confusão, Alex Albon exagerou com a Williams e atravessou a chicane, danificando seu assoalho. Nico Hulkenberg aproveitou para ganhar várias posições e de novo colocar a Sauber em um lugar de pontos.
Max até ensaiou uma pressão, mas mesmo com asa móvel não conseguiu incomodar Russell. O britânico abriu para além do DRS e administrou. Verstappen, enquanto isso, se virava para não ser fustigado por Antonelli.
Piastri e Hamilton foram alguns dos primeiros a tentar o undercut, parando cedo. A borracha dura não ajudou muito, principalmente o britânico, que ainda reclamava de um problema de equilíbrio nas frenagens. Alonso demorou mais um pouco e acabou atrás de uma grande fila de carros com asa móvel. Esteban Ocon e Carlos Sainz tentavam parar o mais tarde possível para obter vantagem de pista no fim com a Haas e a Williams.
Por conta disso, o espanhol da Aston Martin foi quem mais gerou ação até a metade final da corrida. Sempre acelerando forte e fazendo ultrapassagens. Teve que inventar uma trajetória no grampo para passar a Alpine de Gasly, lenta mas com asa móvel de Bortoleto. Depois passou o brasileiro e teve a vida facilitada por Lance Stroll, seu colega. Chegou em Tsunoda e precisou de duas voltas para alinhar e passar a Red Bull. Empolgado entrou no rádio: "Pela primeira vez estamos correndo e não testando". Já no aperto final, forçou o erro de Hulkenberg, que era mais rápido nas retas, tracionou melhor no grampo e passou para oitavo.
Lá adiante, Hamilton entrava no rádio frustrado por perder a posição para Leclerc, mesmo parando muito antes do colega. O ritmo não era bom depois de uma classificação competitiva. Mas o monegasco não conseguiu fazer muito mais logo à frente.
Antonelli chegou a entrar na zona de asa móvel de Verstappen e prometia uma briga para lembrar. Só que o holandês entrou para os boxes. Funcionou e manteve a Red Bull na vice-liderança.
Sem chances de Max atacar Russell, as câmeras estavam na briga do terceiro posto. Piastri colou em Antonelli e Norris grudou nos dois, com muito mais pneu que o colega. E muito mais afobação. A três voltas do fim, tentou por fora na grande reta, foi espremido por Piastri. Buscou o xis, tracionou melhor, mas não tinha espaço. Colocou por dentro de forma atrapalhada, bateu na roda traseira da outra McLaren e destruiu a frente da sua no muro. Por pouco não furou o pneu de Piastri.
Escalada de adrenalina pontual, fim de corrida em safety car. Russell cruzou para vencer a primeira da Mercedes em 2025, Verstappen e Antonelli a seguir. Piastri arranhado mas inteiro em quarto, seguido das duas Ferrari. Alonso foi sétimo, seguido de Hulkenberg, novamente destaque com a Sauber. Ocon e Sainz fecharam os pontos, lucrando com a tática alternativa.
