Pitlane

Shwartzman detona previsões e crava pole histórica da Prema como estreante na Indy 500

Classificação foi marcada por intrigas, novo acidente forte e o brilho do novato

Novatos derrubaram as previsões
Novatos derrubaram as previsões Foto : Bernardo Bercht / Especial CP

As 500 Milhas de Indianápolis gostam de fazer história e, em 2025, um conto improvável virou realidade. Em sua primeira corrida em ovais, o estreante Robert Shwartzman não apenas desafiou as probabilidades: cravou a pole-position para a 109ª edição das 500 Milhas de Indianápolis com uma média de 232.790 mph. Foi um dia recheado de surpresas, intriga, pista difícil e mais um acidente forte.

Além do piloto estreante, a gigante das categorias de base europeias Prema Racing também carimbou sua pole na estreia da Indy 500. De forma surpreendente, repetiu o feito que não se via desde 1984, quando a estreante Mayer Motor Racing colocou Tom Sneva na posição de honra. Desde Teo Fabi, em 1983, um estreante não largava na pole.

“Parece um sonho. Eu realmente achei que estava sonhando”, declarou Shwartzman, nascido em Tel Aviv, ainda atônito após sair do carro #83. “A equipe fez um trabalho inacreditável. Nem em sonho eu esperava isso vindo para meu primeiro oval.”

Shwartzman terá ao seu lado dois nomes consagrados: o bicampeão da Indy 500 Takuma Sato (Rahal Letterman Lanigan) larga em segundo, seguido por Pato O’Ward (Arrow McLaren), que busca sua primeira vitória após bater na trave nos últimos anos.

A segunda fila reúne três gigantes da categoria. Scott Dixon, campeão em 2008, ficou em quarto, com o companheiro de Helio Castroneves Felix Rosenqvist, da Meyer Shank Racing, em quinto, e o atual líder do campeonato e tricampeão da categoria, Alex Palou, em sexto.

A grande ausência foi a Penske. Primeiro Scott McLaughling estampou seu Submarino Amarelo no muro, na pancada mais violenta de maio. Depois, o time retirou seus dois carros dos treinos da tarde, após a vistoria detectar uma irregularidade na montagem do atenuador traseiro de colisões. A situação promete mais polêmica ao longo da semana. Pato queria a desclassificação total dos carros, dizendo ser injusto com os pilotos que definiram a vaga final.

Se o topo do grid trouxe surpresa e juventude, o fim do pelotão foi marcado por drama e frustração. Na sessão de Last Chance Qualifying, Marco Andretti, Marcus Armstrong e Rinus VeeKay garantiram as últimas três vagas — este último escapando por pouco, após uma volta de 226.913 mph, enquanto seu companheiro Jacob Abel, último a tentar uma vaga, falhou por menos de 0.5 mph.