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Tirando Vettel e sua Red Bull, a Fórmula 1 de 2011 agrada

Tirando Vettel e sua Red Bull, a Fórmula 1 de 2011 agrada

O GP da Turquia mostrou que a Fórmula 1 de 2011 está diferente da do ano passado. Tirando o excelente desempenho da Red Bull e de Sebastian Vettel, que domina a categoria sem praticamente dar chances aos adversários, vemos um grid mais parelho, com bastante disputas por posições, muita escapada de pista, inúmeras trocas de pneus. Tudo isso se deve exatamente à entrada da Pirelli na categoria. A fábrica italiana desenvolveu tipos de pneus que exigem sua substituição após algumas voltas, proporcionando a movimentação toda que se tem visto. As monótonas corridas de 2010, quando víamos apenas Ferrari e Red Bull com chances de vitórias, forma substituídas por pegas intermediários entre Renault, Mercedes, Ferrari, McLaren e, dependendo do circuito, Toro Rosso, Force India, Williams ou Sauber. A prova de domingo é um exemplo excelente. Vimos Felipe Massa disputando pau a pau posições enquanto o primeiro jogo de pneus resistiu. Chegou a ser quinto colocado, mas acabou em 11º. Rubinho também esteve andando forte enquanto seu Kers esteve inteiro. Esteve entre os dez primeiros em boa parte da prova e acabou com uma volta atrás do líder, ficando em 15º.
A Ferrari de Alonso esteve tão firme quanto a de Massa, mas a escuderia não erra no carro do espanhol. Coincidência? Webber pareceestar desmotivado. Simplesmente corre para chegar. Não parece mais ter a sede por vitórias que mostrou em outras temporadas. Por isso mesmo já disse que ao fim de seu contrato, que acontece em dezembro, vai estudar o que fazer em 2012, se renova com a Red Bull, se troca de equipe ou se abandona a categoria. Pelo jeito, o australiano vai ir andar de bicicleta, sem o perigo de se quebrar e ter que esconder lesão. As Mercedes parecem mesmo que conseguiram evoluir. Não o suficiente para vencer corridas, mas já colocaram um carro na primeira fila para a largada. Michael Schumacher deixou sinais claros em Istambul que esta deve ser mesmo sua última temporada. Foi ultrapassado por quem quis passar. Tentou uma ou outra vez disputar posição, mas mais perde do que ganha. Não sei se terá motivção para ir até dezembro. Não me surpreenderia se a Mercedes bancasse a multa rescisória de um dos pilotos da Force India. Lá está o substituto de Schumacher: Paul Di Resta parede ser o favorito, já que defendeu as cores da empresa da hélice de três pontas no DTM, onde sagrou-se campeão. Mas não me surpreenderia se pudesse ser contratado tanto Adrian Sutil quanto Nico Hülkenberg, os dois alemães do time índiano.
Quem parece estar numa sinuca de bico é a Williams. A equipe de Grove não conseguiu fazer o carro que sonhou. Apostou em um câmbio revolucionário, que ocupa pouco espaço, mas está sofrendo com soluções aerodinâmicas e até mesmo com o Kers. Rubinho, que parecia todo entusiasmado, já admite estar esperando por milagre. Por fim, Felipe Massa está precisando de um banho de sal grosso, tomar uns passes e reza forte. Quando não é falha do carro, é a equipe que rateia nos boxes, é acidente na pista ou é erro de estratégia. A possibilidade dele deixar Maranello é cada vez maior e a troca vai ser, com certeza, desvantajosa.