Nos anos seguintes poucas vezes teria carro para vencer, então treinou a famos língua polêmica. Levou o motor Honda para a Lótus, em 1988, cansou de tentar ajustar o carro e desabafou num evento da montadora japonesa. Foi convidado para um almoço com os executivos da empresa e suas esposas. Ao cumprimentar cada uma das moças, fazia todo um gestual cordial, apertava a mão e falava com imenso sorriso: "Tá co c# coçando?"
Voltou a ganhar corridas com a Benetton, em 1990, as duas últimas do campeonato, mas quando o carro começou a ficar bom, os italianos mudaram para os pneus Pirelli, em 1991. Ainda assim, Nelson manteve a força da equipe e lutou por pódios. Já na estreia, no GP dos EUA de 1991, conseguiu um terceiro lugar, ao lado do vencedor Senna e de Prost. Na cerimônia do pódio, nem os desafetos conseguiram se segurar. O todo poderoso Jean-Marie Balestre quis mostra força e aparecer em frente aos pilotos, o que fez Nelson? O que mostra o vídeo abaixo, sem o mínimo pudor.
Arriscou as 500 milhas de Indianápolis, em 1992. Registrava os melhores tempos nos treinos, com a equipe Menards, quando algo quebrou, o carro girou sobre seu eixo e Nelson colidiu de frente com o muro. O cockpit se desintegrou e suas pernas colecionaram fraturas. O impacto foi tão forte, que o capacete de Nelson encostou no muro, tamanha a deformação do bico do carro. Inúmeras cirurgias impediram uma amputação, mas os movimentos nunca mais foram os mesmos. Ainda assim, voltou para o carro em 1993, com a mesma equipe Menards. Qualificou, foi para a prova e saiu com um motor quebrado. A meta era chegar ao fim, mesmo com as dores nos pés.
A partir daí, missão cumprida. Tentou encaminhar a carreira do filho, Nelsinho, na F-1. Fez dele campeão de Fórmula 3, mas depois, quando o garoto chegou na F-1, aconteceu o que já sabemos, a farça da Renault, em 2009. Enfim, um dos últimos campeões com estilo da velha guarda. O negócio era correr nos carros mais rápidos, sendo o menos político possível no caminho

