Pitlane

Um domingo de corridas

Um domingo de corridas

Acordei antes das 8h para ver corridas na TV. Comecei com a Fórmula Renault 3.5. Queria ver uma vitória de Cesar Ramos. O gaúcho largava em sexto e tinha grandes possibilidades na Bélgica, que é um circuito que ele gosta muito. Mas a curva 1 de Spa sempre faz vítimas e Ramos foi abalroado por outro competidor, rodou e ficou na última colocação. "O acerto do carro no classificatório se mostrou muito bom. Infelizmente, logo após a largada, levei um toque por trás na freada da primeira curva e acabei rodando. Só consegui voltar para a pista depois que todos já haviam passado. O carro era bastante rápido, mas as nossas chances já tinham acabado. Fiz o pit stop obrigatório, voltei pra pista em 23º lugar, mas acabei me envolvendo em um incidente com o Sergio Canamasas e abandonei", contou o gaúcho. "Foi uma pena não termos conquistado pontos aqui em Spa, principalmente hoje, porque o carro era muito bom. Mas agora temos de pensar na próxima etapa, em Monza, onde andei bem nos testes privados e consegui vitórias pela F-3 Italiana", finalizou o brasileiro, campeão da categoria italiana no ano passado, justamente em Monza.
Em meio à corrida da World Series, a Bandsports passou a transmitir os treinos da Fórmula Indy, só para estragar uma corrida que já tinha perdido a graça, mesmo com o bom desempenho de André Negrão, o outro brasileiro na categoria.
Quando acabou o treino da Indy, entrou o DTM. O campeonato alemão de Stock Car é muito melhor que o nosso. Os carros realmente são carros e não uma gaiola com uma bolha em cima. Quando os carros se batem, se vê os para-lamas, capôs e para-choques amassados. Aqui, se vê as bolhas voando.
Logo em seguida, teve a GT Brasil e a torcida para Matheus Stumpf veio à tona. Como é rápido esse gaúcho. Saiu na segunda colocação e partiu para cima do líder. Entregou o carro para Valdeno Brito na primeira colocação, mas Pedro Queirolo teve duas voltas limpas para fazer tempos de classificação e voltar à primeira posição. A GT Brasil está mais bonita este ano. São novos carros, e se tem menos pinturas vermelhas da TNT ou da Itaipava. Nada contra, mas o visual fica mais bacana com mais cores.
Depois, o filé mignon. Pelo menos era isso o que eu esperava. A chuva começou ainda quando os pilotos estavam ssendo apresentados para o público. E tal qual o ano passado, não conseguiram dar uma volta sem acidentes. Na largada, ficou o Helinho no muro. Tony Kanaan tomou uma pancada na mão e quase quebrou o polegar esquerdo. Eram dois brasileiros fora ainda na primeira volta. Cinco voltas depois, quando a corrida recomeçava, a chuva ficou mais forte, mais carros rodaram e o melhor brasileiro na prova, o paulista Vitor Meira, achou o muro. Parecia que a corrida terminava aí, já que a chuva se mostrava mais intensa. Veio a bandeira vermelha e os carros puderam ser consertados. A corrida voltou duas horas depois e após cinco voltas resolveram suspender a prova até a segunda-feira de manhã. 
Acordei novamente cedo para ver a corrida. A volta de apresentação foi com pista seca e pneus macios. Bastou começar a andar que a chuva retornou. Os carros receberam a bandeira verde e voltaram para os pits para botar os pneus biscoito. Mas desta vez teve corrida. Power dominou uma parte e depois foi a vez do japonês Takuma Sato liderar. Mas a estratégia da KV não funcionou e Will Power recebeu a bandeirada em primeiro. O circuito do Anhembi mostrou-se bastante melhor que no ano passado. O problema é que São Paulo é uma cidade onde chove muito. A Fórmula 1 precisou de várias temporadas para se dar conta que não adianta colocar a prova em março. Sempre chove. Acho que a Indycar vai ter que rever a prova brasileira para a segunda metade do ano. Aliás, a escolha que fizeram para a prova de Porto Alegre também me parece arriscada. Correr em setembro é pedir para ser com chuva. Sempre chove perto da Semana Farroupilha e a prova está prevista para o dia 16 de setembro de 2012. E o Parque da Harmonia vai estar lotado de gaudérios. Vai ser complicado misturar Indy e a Semana Farroupilha. Mas deixamos isso para outra hora.